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Desde a popularização dos gravadores de mídia, existe uma dúvida que ainda ronda a cabeça de muitas pessoas: como funcionam CDs e DVDs regraváveis? Qual a diferença entre esses discos e suas contrapartes que só podem ser gravadas uma única vez? As respostas para essas perguntas estão na maneira com que eles são feitos e no processo de gravação pelo qual passam.

CD-R ou CD-RW?

Usados para os mais diversos tipos de armazenamento de dados, existem dois tipos de CDs que podem ser utilizados para gravações: CD-R e CD-RW. O CD-R pode ser usado apenas uma vez, enquanto o CD-RW pode ser apagado e reutilizado, em média, até mil vezes. Mas o que faz deles diferentes um do outro?

Os discos são vistos como espelhos pelo laser do leitor. Durante a gravação, são feitas algumas lesões nessa superfície espelhada. O laser então interpreta a superfície sem alteração como “1”, e as lesões como “0”. A máquina lê essa informação como código binário e realiza a transformação em dados que podem ser visualizados por qualquer um.

Em discos CD-R, essas lesões são feitas diretamente na superfície, o que impede que ele possa ter sua reflexão total restaurada, não podendo ser regravado. Isso não acontece com os CD-RW pelo simples fato de que ele é feito com um material especial, que possui uma camada que pode ficar opaca ou transparente conforme a temperatura aplicada.

A gravação é a mesma do CD-R, mas as lesões são feitas em cima dessa camada especial, que fica opaca após ser gravada. Quando é necessário realizar a regravação, o leitor eleva a temperatura do disco, fazendo com que ele deixe de ser opaco, volte a ser transparente e possa ser utilizado novamente.

Considerando o armazenamento dos discos e o número de vezes que ele foi regravado, o CD-RW começa a se tornar mais frágil, podendo perder dados com mais facilidade do que um CD-R normal.

E DVDs regraváveis?

Assim como os CDs, DVDs também têm suas versões graváveis e regraváveis, mas aqui as coisas podem ser um pouco mais complicadas, já que existem vários modelos que podem ser utilizados.

  • DVD-R: o tipo mais comum. Tem um processo de gravação similar ao de CDs e deve ter sua gravação finalizada para poder ser reconhecido por leitores de DVD. Só pode ser utilizado uma vez;
  • DVD-R Dual Layer: parecido com o DVD-R, mas com o dobro de sua capacidade de armazenamento. A maioria dos novos gravadores já tem suporte para esse tipo de mídia, mas ele pode ter problemas de compatibilidade com alguns players;
  • DVD-RW: mídia que permite regravações  e tem a mesma capacidade de armazenamento do DVD-R (4,7 GB). Pode ser deixado “aberto”, sendo possível alterar os arquivos como se ele fosse um disquete ou pendrive. Caso seja finalizado, é necessária a sua formatação para alterações no seu conteúdo. Assim como o CD-RW, pode ser usado, em média, até mil vezes;
  • DVD+R: parecido com o DVD-R, tendo a mesma capacidade dele, mas podendo ter os seus dados acessados com maior velocidade. Só pode ser acessado e utilizado em leitores com suporte para DVD+R. A maioria dos drives de gravação já possui esse suporte, mas é importante verificar a compatibilidade com o disco antes de tentar utilizá-lo;
  • DVD+RW: com as mesmas propriedades de gravação do DVD+RW, mas tendo como vantagem sua gravação mais rápida, assim como funções como “Mount Rainier Writing”, que possibilita arrastar e deletar arquivos dele como se fosse um disquete/pendrive. Da mesma forma que o DVD+R, pode ser incompatível com alguns gravadores e leitores de DVD.
  • DVD-RAM: mídia que permite gravação e regravação de dados e capacidade de 4,7GB até 9,4GB. Tem na sua durabilidade o seu grande atrativo, já que pode ser reutilizado até 10 mil vezes, mas pode ser incompatível com vários players e gravadores.