Molibdenite

Fonte da imagem: domínio público/WikiCommons

Os pesquisadores da EPFL (École Polytechnique Fédérale de Lausanne) acabam de divulgar uma pesquisa que deve influenciar os rumos dos eletrônicos, permitindo que transistores menores e mais eficientes energeticamente sejam fabricados.

O estudo realizado no Laboratório de Eletrônicos e Estruturas em Nanoescala (LANES) afirmam que o molibdenite (MoS2) é um semicondutor eficiente e pode ser usado em dispositivos eletrônicos. Este mineral é abundante na natureza e até hoje era usado em ligas de aço ou como aditivo em lubrificantes, porém não tinha sido estudado para uso específico na eletrônica.

De acordo com o professor da EPFL Andras Kis, o molibdenite “é um material bidimensional, muito fino e fácil de usar em nanotecnologia. Ele tem muito potencial na fabricação de pequenos transistores, LEDs e células solares”.

Os estudiosos comparam as vantagens do molibdenite em relação ao silício, o principal componente de equipamentos e chips eletrônicos, e o grafeno, a principal aposta para a substituição do silício até o momento.

Esquema do molibdenite

Fonte da imagem: EPFL

O silício conta com um material tridimensional, ou seja, mais volumoso que o molibdenite. Portanto, o novo elemento pode fabricar películas mais finas e leves para os eletrônicos. Além disso, o molibdenite pode ser usado para fabricar transistores que consomem 100.000 vezes menos energia em standby do que os transitores atuais, afirma Kis.

Em relação ao grafeno, o molibdenite também é mais vantajoso por possuir fendas que permitem a movimentação de elétrons. Isso oferece um nível de controle ainda maior sobre o comportamento elétrico do material, que pode ser “desligado e ligado” facilmente, algo que não existe no grafeno.

A pesquisa ainda está em seu estágio inicial, portanto ainda se deve esperar alguns anos até que a teoria seja, de fato, aplicada em novos eletrônicos. Clique aqui para conferir o artigo completo sobre o assunto (em inglês).

 

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