Todos nós sabemos que a Google é uma das maiores empresas do mundo. Contudo, nós realmente entendemos o quanto isso pode afetar em nossas vidas? A PoliticoMagazine (PM) publicou um artigo mostrando que uma leve alteração de algoritmos pode, por exemplo, definir qual vai ser o candidato eleito após o voto popular.

Foram feitas várias pesquisas pela PM e pelo psicólogo Robert Epstein. Então, ficou claro que algumas mudanças feitas pela Google podem alterar a decisão de 20% de pessoas com voto indeciso — em alguns grupos demográficos, essa conta sobre para 80%.

Para entender como a companhia pode fazer isso, Epstein criou um buscador falso (chamado de Kadoodle) para entender como os resultados de diferentes buscas afetam a escolha de um candidato.

O teste era simples: os participantes realizaram pesquisas em três computadores. O primeiro PC favorecia o candidato A, o segundo PC favorecia o candidato B e o último era completamente neutro. Obviamente, as pessoas que pesquisaram e receberam resultados positivos sobre um possível eleito já tinham um escolhido para votar.

No final das contas, este político conseguiu quase 15% a mais dos votos — praticamente todos os indecisos

Outra pesquisa foi mais incisiva: utilizando candidatos reais, os participantes revelaram os votos antes do teste. Então, o passo anterior foi repetido, mas com um dos candidatos marcado para receber apenas resultados positivos. No final das contas, este político conseguiu quase 15% a mais dos votos — praticamente todos os indecisos.

O teste foi conduzido nos EUA. Por lá, o sistema político é diferente do brasileiro. São feitas muitas pesquisas e, além disso, a população é mais engajada ao pesquisar o tema. A pergunta que fica é: como seria se isso acontecesse no Brasil? Nós, eleitores, temos fontes suficientes para receber uma informação limpa — e não hoax de redes sociais — e segura?

Como notamos no artigo, em nenhum momento é citado que a Google realmente faz isso. Contudo, é interessante para entendermos qual é a força da ferramenta de buscas mais utilizada no mundo. 

Atualização

A Google entrou em contato com o TecMundo para uma declaração sobre o assunto. Acompanhe abaixo:

"Não há nenhum fato verídico na hipótese levantada pelo senhor Epstein de que o Google poderia trabalhar secretamente para influenciar o resultado de uma eleição. O Google nunca alterou a classificação dos seus resultados de busca em nenhum dos tópicos pesquisados pelos usuários (incluindo eleições) para manipular a opinião pública. Mais que isso, nós não produzimos nenhum ranking específico para eleições ou candidatos políticos. Desde o início, nosso objetivo com a busca é fornecer as respostas e resultados mais relevantes para nossos usuários e qualquer alteração nesta conduta acarretaria na diminuição da confiança em nossos resultados e, por consequência, em nossa empresa".

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