Uma investigação realizada pela Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos no ano de 2012 sugeriu que a Google adotava práticas anticompetitivas, como pressionar outros sites para obter conteúdos gratuitamente — o que seria inconstitucional no país. O fato foi revelado recentemente pelo jornal The Wall Street Journal, que teve acesso a documentos confidenciais do caso, conforme noticiamos na semana passada.

Alguns dias depois, esse mesmo veículo de comunicação publicou outra matéria alegando que a Gigante teria estreitado seus laços de relacionamento com a Casa Branca para influenciar políticas e obter vantagens — uma delas teria sido a decisão do FTC em não processá-la, posicionamento que foi mantido nesta semana.

De acordo com o The Wall Street Journal, a Google teria feito 230 visitas à Casa Branca desde que Barack Obama assumiu a presidência, o que representaria praticamente visitas semanais a um dos homens mais influentes do planeta.

Meça suas acusações

Ontem, por meio de publicação em um de seus blogs oficiais, a multinacional se defendeu. Segundo Rachel Whetstone, vice-presidente sênior de comunicação da companhia, 33 dessas visitas foram realizadas por pessoas que não estavam a serviço da Google naqueles momentos, ou seja, não a representavam.

Ainda conforme as palavras de Whetstone, outras cinco foram de engenheiros chamados para resolver problemas com o site HealthCare, de responsabilidade do governo norte-americano. Além disso, dezenas dessas visitas foram realizadas para gravações de entrevistas com Obama para veiculação no YouTube e para a captura de fotos destinadas ao Art Project, uma iniciativa cultural da Google.

A Gigante de Mountain View informou ter consultado os registros de visitas à Casa Branca e diz ter encontrado outras empresas com maior “presença” no recinto. Seriam elas a Microsoft, com 270 visitas, e a Comcast, que esteve na sede do governo dos EUA em 150 oportunidades.

Por fim, a companhia alega que nenhuma das suas visitas foi para tratar das suspeitas que recaíam sobre ela, mas para falar sobre projetos e assuntos relacionados a inovação tecnológica, sistema de educação e de saúde, segurança cibernética, eficiência energética, reforma dos mecanismos de proteção à propriedade intelectual, entre outros.

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