Na última quinta-feira (20), publicamos a notícia de que o Wall Street Journal obteve documentos confidenciais da Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos que acusavam a Google de práticas anticompetitivas. Entre as acusações feitas contra a companhia estava a de que ela pressionava outros sites de forma a obter conteúdos de maneira gratuita.

Diante da acusação, três dos investigadores da FTC ligados ao caso divulgaram um comunicado público em que esclarecem sua decisão de não processar a Gigante das Buscas. Segundo Edith Ramirez, Julie Brill e Maureen K. Ohlhausen, a comissão realizou uma série de investigações em agosto de 2012, cujo conteúdo foi divulgado erroneamente ao Wall Street.

De acordo com as comissárias, o material divulgado pelo veículo representa somente uma fração de diversos volumes contendo análises e registros sobre o assunto. Elas reforçaram a decisão de não processar a Google devido às suas práticas de buscas, preferindo punir a companhia de forma mais leve pela maneira como ela usava conteúdos de sites como o Yelp, TripAdvisor e Amazon.

Google cumpriu os compromissos firmados com a FTC

“Todos os cinco comissários (três democratas e dois republicanos) concordaram que não havia base legal para agir com respeito ao foco principal da investigação — pesquisa”, afirma o comunicado. “Alguns dos advogados da FTC mostraram preocupações sobre diversas outras práticas da Google durante as investigações. Em resposta, a Comissão obteve o compromisso da empresa em relação a algumas delas. Nos últimos dois anos, a companhia cumpriu essas promessas”, complementa o texto.

As comissárias terminam a nota lamentando o ocorrido, que, segundo elas, não deveria ter acontecido. “Estamos tomando passos adicionais para garantir que uma divulgação semelhante não ocorra no futuro”, finaliza o documento.

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