No ano passado, uma epidemia de ebola assustou o mundo, assolando principalmente o continente africano e resultando em milhares de mortes. Para auxiliar os profissionais de saúde voluntários do programa Médicos Sem Fronteiras a combater essa terrível doença, a Google desenvolveu um tablet especial, o qual é revestido por uma estrutura de policarbonato.

Com isso, o dispositivo pode ser mergulhado no cloro para sua descontaminação e continuar a ser usado em outras localidades. A maior facilidade promovida por esse aparelho é a transferência imediata de dados coletados nas áreas de quarentena para servidores mantidos em lugares que estejam fora dessas zonas de risco. Assim, os médicos podem analisar essas informações com maior agilidade no objetivo de salvar mais vidas.

O dispositivo foi desenvolvido pela Google em resposta a um pedido de ajuda de profissionais que atuavam em Serra Leoa no mês de setembro do ano passado, período na qual a doença teve um de seus maiores picos de proliferação. Todo o material com o qual os médicos contavam eram pedaços de papel e caneta, contou o médico Jay Achar ao site Wired.

Dentro dos espaços de quarentena, eles tinham que anotar seus registros e passar as informações oralmente para alguém do lado de fora. “O papel não podia sair da zona de risco”, revelou o integrante do Médicos Sem Fronteiras. Insatisfeito com a situação e a demora na análise dos dados obtidos, Achar ligou para um colega chamado Ivan Gayton, sediado em Londres e que tinha contatos na divisão da Google voltada para esse tipo de iniciativa de apoio social, a Google.org.

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