(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

Quando você tem uma dúvida qualquer hoje em dia e jura que sabe a resposta, qual a primeira ação que costuma fazer? Há pelo menos uma década, o mais comum seria parar para refletir e encontrar a informação na própria cabeça, mas é preferível agora jogar alguns termos no Google e esperar os resultados caírem em nosso colo.

Cientistas da Universidade de Harvard, na Inglaterra, detectaram que esse novo comportamento até pode ser efetivo em velocidade, mas é prejudicial para a cabeça. Essa dependência de buscadores, que agora seriam considerados "extensões da nossa inteligência" em vez de ferramentas separadas, estariam fazendo com que nossas memórias enfraquecessem. Como consequência disso, tendemos a nos esquecer cada vez mais de acontecimentos cotidianos e conhecimentos adquiridos – e lembrá-los pelos métodos convencionais já não é considerado a primeira opção.

Em uma série de testes, os pesquisadores descobriram que os participantes conseguiam recuperar uma informação esquecida se fosse contado a eles que ela havia sido apagada de um computador, quebrando esse elo de dependência. Já quem sabia que o dado estava na máquina tendia a não reter as palavras passadas.

Abra a sua mente

Em outra prova, os voluntários deveriam responder a uma série de perguntas com e sem o Google. Na conclusão, que envolvia avaliar a própria inteligência, quem usou a internet como apoio tendia a atribuir uma nota mais alta a si próprio, maior até do que os valores de quem acertou a maioria das questões sem usar o recurso eletrônico.

(Fonte da imagem: Thinkstock)

Entre as conclusões, os cientistas afirmam que as pessoas agora confiam mais em armazenar informações eletronicamente, na nuvem, do que na própria memória ou na de outras pessoas. "A internet (...) é diferente de um parceiro de memória humano. Ela sabe mais e pode produzir informação mais rapidamente. Quase todos os dados hoje estão disponíveis na hora por uma busca rápida na internet. Pode ser que ela esteja tomando o lugar não só de outras pessoas como fontes externas de memória, mas também de nossas próprias faculdades cognitivas", alertam os psicólogos.

"A internet pode não só eliminar a necessidade de um parceiro com o qual compartilhamos informações; ela pode também diminuir a importância que deveríamos dar para o armazenamento de fatos que acabamos de aprender. Nós chamados isso de `efeito Google`", concluem os especialistas. E você, é tão dependende assim dos buscadores na internet?

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