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The BRIEF

Google acha que a ONU não deve regulamentar a internet sozinha

A empresa norte-americana diz que, se apenas os governos decidirem os rumos da internet, a liberdade estará ameaçada.

Avatar do(a) autor(a): Renan Hamann

schedule23/11/2012, às 11:19

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Em breve, os países membros da Organização das Nações Unidas vão se reunir para discutir as leis globais das telecomunicações. Um dos pontos principais da reunião é a regulamentação da internet, que ainda obedece às regras vigentes desde 1988 — data da última grande discussão a respeito deste tema. Mas nem todo mundo está feliz com isso, como a Google deixou bem claro nos últimos dias.

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Para a empresa de Mountain View, há muitos equívocos em criar uma comissão para a regulamentação levando apenas os interesses governamentais em consideração. O motivo para essa afirmação é o fato de que apenas representantes dos governos poderão se manifestar na ocasião, não havendo espaço para que empresas digam as suas opiniões.

Segundo o jornal australiano Sidney Morning Herald, a Google disse que o ITU (International Telecommunications Union) é o local errado para que as discussões acerca do futuro da internet sejam realizadas. A empresa ainda disse que esse tipo de ação não demonstra apoio a uma “internet aberta e livre”.

Do que a Google tem medo?

O que fica claro com esse tipo de discurso é que a Google não quer ver a internet sendo controlada por decisões governamentais, justamente pelo fato de que isso atenderia a interesses bastante particulares — SOPA e PIPA poderiam ser rediscutidas, mas agora em escala global.

A Google também deixa claro que esse tipo de ação pode “contribuir bastante para o aumento da censura na internet” e também “ameaçar a inovação tecnológica”. Ainda não há uma data oficial para a discussão dos novos termos, mas é bem possível que a Google não descanse antes de conseguir emitir a sua opinião aos membros da ONU.

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