Se você pegar uma imagem e colocar na busca da Google, ela trará resultados e informações baseadas no reconhecimento visual processado por sua poderosa nuvem e máquina de aprendizado. Agora isso também será possível com vídeos. O anúncio foi feito pela própria gigante de Mountain View durante a conferência Cloud Next, em São Francisco.

A chamada Google Cloud Video Intelligence API permite que você faça uma varredura sobre os metadados do conteúdo e catalogue os momentos que tiverem alguma relevância. Com a ajuda da Google Cloud Storage, a novidade ajuda a identificar entidades e suas ocorrências. Confira três recursos detalhados pela companhia:

Exemplo da análise do vídeo e extração de seus elementos

  • Insights de Vídeos: permite que desenvolvedores extraiam informações acionáveis de arquivos de vídeo. As aplicações melhoram ao longo do tempo, à medida que novos conceitos são introduzidos e a precisão é aprimorada.
  • Busca rápida no catálogo: ajuda você a entender melhor o conteúdo geral do seu catálogo de vídeos com base em entidades detectadas, ao mesmo tempo que fornece uma compreensão temporal de quando cada uma estava presente no conteúdo. Agora é possível pesquisar no catálogo audiovisual da mesma maneira que nos documentos de texto.
  • Separação de sinais e ruídos: empresas podem identificar a presença de um sinal com interferência de um ruído ou detectar características fornecendo apenas entidades relevantes no vídeo, cena ou quadros.

Isso já está disponível para assinantes da fase beta e pode ser testado na própria página da iniciativa.

Outras aplicações

De acordo com a chefe do projeto de inteligência artificial e máquina de aprendizado da Google Cloud, Fei-Fei Li, a intenção é levar a Video Intelligence API e outras ferramentas desse setor para vários desenvolvedores, não somente os da própria empresa.

Novidade permite catalogar metadados de vídeos e fazer buscas parecidas com as de documentos de texto

A novidade, por exemplo, já vem sendo desenvolvida para fins corporativos com a ajuda da plataforma TensorFlow. Com isso, as companhias poderão, por exemplo, analisar suas bibliotecas de vídeos para extrair metadados.

Para rodar isso tudo é preciso que o conteúdo esteja na Google Cloud Storage, a poderosa nuvem que até a então rival Apple vem utilizando, assim como os serviços Evernote e Spotify, entre outros. É o começo de uma nova frente em buscas e parece promissor.

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