O buscador do Google recebe diariamente uma série de pedidos de todos os tipos para que informações dos resultados sejam ocultadas ou sobrepostas por outras. Porém, apesar de falar por cima que esses pedidos existiam em massa, a empresa mantinha isso em segredo — pois é, "mantinha".

O jornal britânico The Guardian teve acesso a um relatório de transparência da Google que, entre muitos outros conteúdos, fala um pouco mais sobre quem pede a remoção de resultados e o motivo — algo que a companhia se recusava a divulgar publicamente. Será que acharam que ninguém leria o documento até o final ou simplesmente mudaram de ideia sobre o sigilo desses casos?

Ao todo, 95% dos casos são de "gente como a gente", pessoas comuns que desejam ocultar algum fato ou notícia sobre a vida. Os outros 5% vão para crimes, proteção de crianças, fatos políticos ou figuras públicas.

Apagando memórias

O "direito de ser esquecido" pelo Google envolve uma mulher que pede a remoção do nome em resultados sobre a morte do marido, uma pessoa pedindo a retirada do endereço de casa e outra solicitando o ocultamento do fato de que ele é portador do vírus da AIDS há dez anos.

Em relação aos pedidos pessoais, cerca de 37,5% das solicitações são rejeitadas, enquanto 47% é aceita e o restantr está pendente ou em análise. Já são mais de 280 mil pedidos só na Europa desde maio de 2014, quando uma corte exigiu que a empresa ao menos ouvisse as solicitações.

O local em que os dados foram obtidos foi alterado e as informações não estão mais públicas, mas a Google avisa em defesa própria que a presença deles era "somente um teste para categorizar pedidos" e que "eles não são confiáveis o bastante para publicação".

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