Na última quarta-feira (8), a Apple resolveu anunciar uma mudança bastante interessante em sua loja de aplicativos, promovendo tanto uma ampliação do suporte a aplicativos e serviços que utilizam planos de assinatura quanto uma possibilidade de lucros maiores por parte dos desenvolvedores. Felizmente, parece que isso pode se tornar uma tendência, já que a Gigante das Buscas também agendou uma atualização semelhante em sua Google Play, diminuindo os lucros da empresa para aumentar a fatia de parceiros no segmento mobile.

Da mesma forma que proposto inicialmente pela Empresa da Maçã, a ideia da Google é que a nova divisão de ganhos faça com que os criadores dos aplicativos fiquem com 85% da renda das assinaturas – um aumento expressivo dos atuais 70%. Com isso, a perspectiva é que os desenvolvedores possam investir mais dinheiro nesses produtos, produzir novos programas para a plataforma ou até mesmo diminuir o valor mensal cobrado dos clientes para o acesso ao serviço – atraindo um público maior e disposto a gastar um pouco menos.

A ideia da Google é que a nova divisão de ganhos faça com que os criadores dos aplicativos fiquem com 85% da renda das assinaturas

A dona do Android, no entanto, aposta em um diferencial especialmente importante para seus parceiros quando comparada à solução da sua principal concorrente no segmento: vai liberar a grana extra desde a entrada no app em sua loja. Como a App Store só vai compartilhar os 15% adicionais com os devs depois que eles mantiverem seus consumidores assinando o serviço por 12 meses, o sistema do robozinho verde oferece uma chance de lucros maiores – ainda mais se considerarmos a massiva base de usuários da casa.

Apesar não haver data para a chegada do update à Google Play, a empresa já está testando o novo método de partilha com alguns aliados – tomando notas para lapidar a experiência. Mesmo que Google e Apple pareçam estar investindo em iniciativas iguais, os planos da Gigante das Buscas giram em torno de se diferenciar da competidora, oferecendo ferramentas para que as empresas possam coletar pagamentos até de forma independente – ao passo que a empresa de Cupertino canaliza em si todo fluxo de dinheiro antes de efetuar os repasses.

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