O Google Glass foi apresentado ao mundo em 2012 e entregue aos jornalistas em 2013. Com muito marketing sobre a sua tecnologia, os fãs esperavam um dispositivo incrível e pronto para o uso "geral". Análises e artigos pipocaram sobre o gadget, e a maioria deles não foi nada favorável. Contudo, fãs e mídia não se lembraram de uma única coisa durante esse processo: o Google Glass não era, nem nunca foi, um produto final.

Julgado como tal, o Glass foi mal avaliado por quase todos os reviewers. No YouTube, foi até chamado de "o pior produto de todos os tempos". E talvez essa abordagem tenha contribuído para a suposta "queda" do gadget. A ideia é corroborada por um antigo funcionário da Google em entrevista ao New York Times: "A equipe do Google X sabia que o produto não estava nem perto da estreia [para o grande público]", comentou.

Agora, como todos sabemos, o Glass não está morto, mas a companhia deixou de vender a unidade protótipo — que está sendo comandada pela Nest, de Tony Fadell. Voltado apenas para desenvolvedores, seu preço restritivo de US$ 1,5 mil (você encontra em sites como o Mercado Livre por um valor médio de R$ 4 mil) também deixava isso claro.

Por isso, de acordo com recentes relatos, quando o Google Glass voltar a ser vendido, ele provavelmente virá com duas grandes diferenças: será finalmente voltado ao consumidor e terá um design diferenciado — seja para se afastar da imagem do óculos tech atual ou mesmo por ter ouvido o feedback dos desenvolvedores.

Apesar de todas estas grandes mudanças para a Google, como o NYT citou em seu relato, a economista e estilista Diane von Fürstenberg comentou que "essa foi a primeira vez que as pessoas falaram sobre tecnologias vestíveis; e ela se move muito rápido, mas o Glass sempre será parte da história".

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