Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, alegaram ter conseguido invadir o aplicativo do Gmail para Android em 92% das tentativas. De acordo com a BBC, eles disfarçaram um malware como programa e conseguiram explorar as vulnerabilidades na memória dos aparelhos.

O Gmail foi um dos mais fáceis de serem invadidos, segundo a pesquisa. Já o aplicativo da Amazon teria sido o mais difícil, com taxa de 48% de sucesso. A experiência foi apresentada pelos pesquisadores em um evento sobre segurança cibernética em San Diego.

Um porta-voz da Google disse que a Gigante da Tecnologia apreciou o estudo. "A pesquisa de terceiros é uma das maneiras do Android se torna mais forte e mais seguro", afirmou.

Interferência entre apps

A invasão promovida envolve o acesso à memória compartilhada de um smartphone através do arquivo malicioso, disfarçado de papel de parede. Como o nome sugere, a memória compartilhada é usada por todos os programas do celular. No teste, foi possível acessar logins e senhas de vários aplicativos.

De acordo com Zhiyun Qian, um dos pesquisadores envolvidos na pesquisa, acreditava-se que os aplicativos não conseguiam interferir facilmente uns com os outros. Mas eles mostraram que essa ideia estava errada e que um app pode impactar significativamente, com consequências prejudiciais para o usuário.

Embora a experiência tenha sido feita apenas com smartphones equipado com Android, os pesquisadores acreditam que o mesmo problema deva ocorrer com aparelhos equipados com Windows Phone e iOS, já que eles também compartilham dados da mesma forma.

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