Se hoje você possui um phablet em suas mãos, você deve agradecer à Samsung. Embora o termo ainda desperte muitas dúvidas nos consumidores, o misto de smartphone com tablet acabou se tornando popular por conta do sucesso de vendas do Galaxy Note, lançado em outubro de 2011.

Tanto o termo quanto o produto não são uma invenção da empresa sul-coreana (como curiosidade, o requerimento de patente do termo “phablet” é da LG), mas se hoje os gadgets com tela menor do que 7 polegadas e maior do que 5 polegadas estão entre os desejos de consumo da população, certamente a Samsung tem uma boa parcela de contribuição nesse assunto.

Assim, depois de estabelecer um novo segmento dentro do mercado por conta das boas avaliações recebidas pelo primeiro modelo, nada mais natural do que dar sequência à evolução do produto, lançando a sua segunda versão. O Galaxy Note 2, um dos Android mais potentes disponíveis na atualidade, de imediato caiu no gosto popular, tendo vendido mais de 5 milhões de unidades nos três primeiros meses.

Analisamos em detalhes um dos aparelhos mais cobiçados pelos consumidores brasileiros e que, com configurações robustas, apresenta um desempenho digno de fazer inveja aos concorrentes e que certamente tem tudo para manter a liderança da empresa no ainda jovem segmento de phablets.

Aprovado

Evolução sob medida

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Na evolução natural dos aparelhos, nos acostumamos a ver modelos sempre mais leves, mais finos e mais potentes. No caso do Galaxy Note 2, a Samsung quebrou apenas uma das regras, trazendo um phablet alguns gramas mais pesado – 183 gramas do modelo atual contra 173 gramas da versão anterior.

Entretanto, com uma espessura 0,03 centímetro menor e um hardware muito mais robusto, o modelo surpreende positivamente, se mostrando um dos Android mais potentes disponíveis no mercado na atualidade. A diferença da primeira para a segunda versão é considerável, mostrando que a Samsung realmente apostou as suas fichas no novo segmento.

Design de construção

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

“Em time que está ganhando, não se mexe”, diz o ditado popular. A Samsung parece ter incorporado essa filosofia, e em termos de novidade no design há bem pouca coisa. Entretanto, de forma alguma isso significa algum problema, muito pelo contrário.

O modelo segue o design mais curvilíneo do Galaxy S3 e, mesmo em tamanho maior, ainda assim se mostra anatômico e confortável dentro de sua proposta. A parte traseira se mantém com o acabamento em plástico, que, mesmo criticado por muitos, apresentou poucos problemas em longo prazo.

A integração da caneta S Pen ao corpo do produto é da mesma forma eficiente e prática. Uma única menção negativa fica por conta do botão power, localizado na lateral direita do produto. Seu posicionamento pode causar alguns cliques acidentais (foram vários durante a nossa análise), mas nada que vá prejudicar a usabilidade e o desempenho.

Desempenho

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Um produto que se predispõe a ser o principal aparelho de sua categoria precisa oferecer o melhor desempenho possível para o consumidor. Quem adquirir um Galaxy Note 2 certamente não ficará decepcionado. A começar pela interface TouchWiz, que recebeu melhorias e se mostra ainda mais eficaz na organização de conteúdo.

Jogos que requerem uma maior capacidade de processamento gráfico também têm um desempenho suave e sem travamentos. A transição entre telas e aplicativos flui com naturalidade, e no acesso à internet foi possível abrir entre oito e dez abas do navegador sem que isso comprometesse o funcionamento.

Testes de benchmark

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo) (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo) (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Entre todos os aparelhos com Android já testados pelo Tecmundo, o Galaxy Note 2 foi o que apresentou os melhores resultados de benchmark, superando com uma certa folga todos os concorrentes da própria empresa. No AnTuTu, o phablet alcançou impressionantes 16.066 pontos, contra 15.064 pontos do Galaxy S3 e 9.439 pontos do primeiro Galaxy Note.

No Vellamo, tanto nas variações HTML5 e Metal, o resultado não foi diferente: vitória com folga do novo phablet da Samsung, que atingiu 1.871 pontos e 627 pontos, respectivamente. Os testes técnicos comprovaram o que pode ser percebido na prática: o desempenho é um dos pontos fortes do aparelho.

Duração de bateria

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Um dos principais trunfos do Galaxy Note 2 é a duração da sua bateria. Simulando uma situação convencional em um dia de uso, o aparelho resistiu com facilidade a mais de 15 horas de duração. Nosso teste foi iniciado às 9 horas, com o brilho de tela no automático, WiFi ligado e acesso à internet rotineiro, para conferir vídeos, emails e atualizações nas redes sociais. Por volta da meia-noite, portanto 15 horas depois, a bateria ainda estava em 22%.

Já com um uso mais acentuado, com exibição de vídeos em alta resolução durante horas seguidas e acesso a jogos com requisitos mínimos mais altos, o tempo de duração da bateria passou das cinco horas – um rendimento respeitável e considerável, que certamente vai agradar aos mais diversos tipos de usuários, estejam eles em busca de lazer ou utilizando o phablet para o trabalho.

Tela

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Para a Samsung, as 5,3 polegadas de tela do Galaxy Note não eram o suficiente e, na segunda geração do produto, a empresa decidiu apostar em uma tela de 5,5 polegadas. A 0,2 polegada, na prática, não faz tanta diferença assim. Entretanto, o aumento no tamanho gerou uma “involução” curiosa.

No primeiro Galaxy Note a resolução de tela é de 1280x800 pixels, o que resulta em uma densidade de pixels de 285 ppi. Já no segundo modelo, a resolução caiu para 1280x720 pixels, o que resulta em uma densidade de pixels menor, de 267 ppi – ou seja, 6,31% inferior. Porém, fique tranquilo: essa diferença é praticamente imperceptível.

Câmera

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Se você gostou das funcionalidades da câmera do Galaxy S3, então certamente também vai aprovar o trabalho feito pela Samsung no Galaxy Note 2. A câmera é exatamente a mesma do principal smartphone da companhia, com 8 megapixels de resolução. O resultado das imagens capturadas com ela é agradável e com poucos ruídos, o que deve atender a necessidade da maioria dos consumidores.

Mesmo em condições adversas de iluminação, ela também se sai muito bem. Já no caso da câmera frontal, a curiosidade fica por conta na mínima redução de resolução no comparativo com o modelo anterior: agora, a câmera é de 1,9 megapixel, contra 2 megapixels do Galaxy Note. Na prática, porém, a diferença é imperceptível.

Funcionalidades da S Pen

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A S Pen do Galaxy Note 2 foi um dos aspectos que mais recebeu atenção por parte da Samsung. Na segunda geração do phablet, ela ganhou novas funções e facilitou muito a integração do dispositivo auxiliar com os demais softwares ofertados pela Samsung e pelo Android também, é claro.

O botão da caneta ganhou ainda a função Quick Command. Ela permite, por exemplo, que você escreva um endereço na tela à mão livre e, ao tocar sobre o texto, o sistema se encarrega de abrir o Google Maps para mostrar a localização; ou ainda, ao escrever o nome de uma pessoa, basta tocar sobre ele para que o aparelho tenha a incumbência de buscar o contato em sua lista de endereços.

Áudio

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Uma ótima capacidade de processamento aliada a imagens de ótima qualidade (o Galaxy Note 2 reproduz vídeos em 1080p) precisa também vir acompanhada de um bom conjunto sonoro. E, neste caso, a Samsung fez a lição de casa, apostando tanto em alto-falantes competentes para o aparelho quanto em fones de ouvido bastante eficientes.

A reprodução tanto de sons graves quanto de timbres mais agudos revela pouquíssimos pontos de distorção quando avaliado o alto-falante. No caso dos fones de ouvido, o desempenho também é extremamente satisfatório. Ao cruzar o limiar de volume recomendado para o uso cotidiano, já é possível experimentar uma qualidade de som plenamente aceitável.

Galaxy Note (abaixo) e Galaxy Note 2. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Vale a pena?

A categoria de phablets continua sob o domínio absoluto da Samsung. Se a primeira versão do Galaxy Note já se mostrava uma boa opção de compra, o Galaxy Note 2, mantendo praticamente o mesmo preço, apresentou evoluções consideráveis em termos de capacidade de processamento, desempenho e software.

Disponível no mercado brasileiro por preços que variam entre R$ 1,9 mil e R$ 2,2 mil, o phablet se sobressaiu com louvor em praticamente todos os testes realizados. No caso dos benchmarks, por exemplo, ele atingiu os índices mais altos no comparativo direto entre alguns dos principais produtos da Samsung na atualidade.

As novas funcionalidades da S Pen tornaram a caneta mais do que um mero acessório de luxo, transformando-a em um elemento facilitador para o consumidor. O tamanho de tela “acima da média”, se compararmos o produto com um smartphone, pode ser incômodo para pessoas com mãos pequenas ou que prefiram gadgets mais discretos.

Entretanto, ciente desse perfil, a Samsung disponibilizou até mesmo um recurso que permite utilizar apenas um dos lados do aparelho, permitindo o manuseio do produto com apenas um das mãos de forma mais acessível, sem que você precise se incomodar com o fato de que o seu polegar não alcança todos os pontos da tela.

Sem dúvida, trata-se de um aparelho extremamente eficiente e recheado de recursos, que justifica o status de ser considerado um dos melhores disponíveis na atualidade. Entre os modelos com Android testados pelo Tecmundo, esse é o que apresentou o melhor desempenho em benchmarks. Situado em uma faixa de preço competitiva dentro de sua proposta, certamente esse é um produto a ser considerado entre as suas opções de compra.

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