(Fonte da imagem: Reprodução/MIC Gadget)

Já faz algum tempo que a Foxconn (principal fabricante dos aparelhos portáteis da Apple) vem sendo acusada de expor seus funcionários a condições de trabalho pouco sadias, na China. Agora, o jornal chinês Shangai Evening Post publicou uma matéria que está gerando muita polêmica, pois revela alguns detalhes que poucas pessoas imaginavam a respeito das fábricas.

O repórter do jornal Shangai Evening Post conseguiu se infiltrar por dez dias no interior da fábrica de Tai Yuan, trabalhando como um funcionário. Ele revelou que os sete primeiros dias foram dedicados a treinamento e orientação – o que significava alguns interrogatórios, dormitórios com cheiros desagradáveis, ordens e assinaturas forçadas de contratos.

Riscos de demissão

O jornalista disse em sua matéria que todos os funcionários são expostos a situações de stress constante. Além das metas que precisam ser cumpridas, o risco de demissão é algo muito presente na vida deles. Supervisores passam boa parte do tempo dizendo que os trabalhadores teriam que estar orgulhosos, pois é “uma honra trabalhar na produção do iPhone 5”.

(Fonte da imagem: Reprodução/Shangai Evening Post)

Além disso, todos os funcionários precisam seguir as regras impostas pela Foxconn à risca. O jornalista infiltrado disse que ouviu vários relatos de pessoas que haviam presenciado demissões porque alguns de seus colegas estavam com objetos metálicos nos bolsos – a empresa não permite a entrada nos galpões com câmeras, brincos, celulares, MP3 Players e outros itens parecidos.

Há, inclusive, uma história sobre um funcionário que foi demitido por ter esquecido um cabo USB em seu bolso. Fora isso, ao final dos turnos, supervisores gritam perguntando se os trabalhadores querem trabalhar por mais duas horas para ganhar uma quantia próxima aos US$ 4. “Nós estamos todos aqui para ganhar dinheiro! Vamos trabalhar mais pesado!”.

Resultados justificam os métodos?

Na metade de um dia de trabalho, uma única fábrica da Foxconn consegue produzir cerca de 36 mil aparelhos da Apple. Para isso, são quatro linhas de produção, com 12 funcionários em cada uma delas. Eles trabalham ininterruptamente e em velocidades muito altas, pois qualquer atraso pode resultar em problemas sérios para a montagem dos estoques.

O repórter infiltrado ficou encarregado de marcar as carcaças dos iPhones em quatro pontos diferentes. Para isso, ele tinha 3 segundos exatos ou então toda a linha de produção ficaria prejudicada. Em um período de seis horas, 3.000 carcaças foram marcadas por ele.

O que a Foxconn diz?

Após a publicação da matéria do Shangai Evening Post, uma enorme quantidade de opiniões divergentes começou a circular. A Foxconn decidiu emitir um comunicado para o The Next Web, revelando que as fábricas “Não são perfeitas, mas progressos ocorrem diariamente”. A empresa chinesa ainda diz que trabalha duro para que seus empregados tenham um local de trabalho positivo.

(Fonte da imagem: Reprodução/Shangai Evening Post)

A Foxcoon ainda revela que “garante que vai continuar a atrair os melhores funcionários para indústria” e que “continua buscando formas de sanar as necessidades da nova geração de trabalhadores da China”. Por fim, revelou que vai investigar os métodos da fábrica de Tai Yuan para entender o que realmente acontece por lá.

Fonte: Shangai Evening Post, The Next Web, MIC Gadget e Slash Gear

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