A norte-americana Ford e a chinesa Baidu se juntaram e fizeram um investimento de US$ 150 milhões na Velodyne. A empresa, sediada no Vale do Silício, é especializada no desenvolvimento de uma peça importantíssima para os veículos autônomos: os sensores LIDAR.

A “vaquinha” da montadora e da gigante da tecnologia visa tornar a produção dos sensores mais acessível, reduzindo também o custo de produção dos carros sem motorista.

Fusion equipado com diversos sensores LIDAR em testes para desenvolvimento de tecnologia autônoma

O funcionamento do LIDAR é muito parecido com o de um radar convencional, que identifica objetos com base no retorno dos sinais emitidos – só que, em vez de ondas de rádio, os sensores utilizados nos veículos autônomos enviam sinais de luz. Isso permite que o mapeamento do ambiente seja feito de forma muito mais precisa.

A Velodyne, uma das líderes do segmento de produção dos sensores LIDAR, comemorou o investimento. “Esse investimento vai acelerar a redução de custos e o escalonamento da fabricação dos sensores, tornando-os bem mais acessíveis e permitindo a implementação massiva de veículos totalmente autônomos”, explicou o CEO e fundador da empresa, David Hall, em uma declaração oficial.

A Baidu, que está investindo pesado no desenvolvimento desse tipo de veículo, está ansiosa para poder bater de frente com o Google, seu principal rival. Já a Ford também está numa corrida contra o tempo, mas em um campo um pouco mais complexo: a disputa é com a General Motors. As duas montadoras querem automatizar as frotas de suas parceiras na área de transporte – a GM com o Lyft e a Ford com o Uber.

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