Parece que foi ontem que cientistas haviam conseguido alcançar a marca de Tbps (terabits por segundo) na hora de transferir dados. Há alguns meses, cientistas tinham atingido impressionantes 43 Tbps, valor que seria capaz de baixar um filme de 1 GB da internet em apenas 0,2 milissegundos (ou 0,0002 segundos). De lá para cá, essa marca já deve ter sido batida algumas vezes, mas nenhuma deve ter se aproximado do recorde que apresentaremos nessa matéria.

Um grupo de cientistas da Holanda e dos Estados Unidos conseguiram, juntos, estabelecer um novo recorde na velocidade de transferência de arquivos: 255 Tbps ou 32 TB por segundo. Usando a mesma escala comparativa anterior, o mesmo filme de 1 GB seria baixado em apenas 0,03 milissegundo ou 0,00003 segundos.

E, para mostrar o quanto essa velocidade é impressionante, vale ressaltar que a conexão comercial mais rápida que utiliza uma única fibra óptica é de apenas 100 Gbps, ou 2.550 vezes mais lenta que o alcançado pelos cientistas. Esse valor é tão monstruosamente alto que ele seria capaz de suportar, com folga, a soma total de tráfego que percorre toda a internet no horário de pico.

O princípio utilizado pelos cientistas holandeses e americanos é o mesmo dos detentores do recorde anterior: uma fibra óptica com múltiplos núcleos. Ao contrário dos componentes utilizados atualmente, que são compostos por filamentos de apenas um núcleo, essa nova fibra possui sete canais por onde a luz pode trafegar. Outros mecanismos também foram utilizados para permitir que a velocidade fosse aumentada em muito mais vezes.

Vale ressaltar que esse não é um projeto laboratorial em que os cientistas não conseguiram replicar os mesmos resultados no mundo real. Esses valores, na realidade, foram alcançados com a utilização de um cabo de 1 km, o que mostra a viabilidade da criação.

Apesar de ainda estarem em fases de testes, esses fibras poderão ser utilizadas no futuro para substituir as conexões que, eventualmente, se tornarão lentas demais para os nossos padrões. Com o aumento de tráfego da internet por causa de fatores como o streaming de vídeo, por exemplo, e com o acréscimo no número de pessoas que acessam a grande rede de dispositivos móveis, saber que estamos preparados para aumentar a velocidade da nossa conexão quando for preciso é um acalento aos mais alarmistas.

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