Cabos submarinos que ligam continentes mundo afora via internet existem aos montes – um investimento de US$ 300 milhões, vale dizer, será feito pela Google e por outras empresas para que uma extensão capaz de transmitir até 60 terabits por segundo seja instalada entre EUA e Japão. E prestar manutenção a estruturas baseadas nestas ligações é um desafio.

Além de exigir habilidades minuciosas de quem conserta e instala estes tipos de estruturas, os cabos devem ser fortemente revestidos. A pressão submarina, naturalmente, não é “hospitaleira” à rede. Mas outra preocupação integra também o quadro de problemas a serem evitados por empresas que prestam serviços de telecomunicações.

Conforme reporta o site Network World, tubarões gostam de atacar cabos de fibra ótica – fato que gera trabalho extra por parte da Gigante das buscas. A quantia desembolsada pela Google para prevenção de mordidas famintas por parte dos animais não foi informada por Dan Belcher, produtor e gerente dos serviços em nuvem da companhia. Sabe-se, porém, que um material semelhante à fibra sintética Kevlar é utilizada para enrolar os cabos.

A estrutura dos cabos

E o dinheiro consumido por esta empreitada em especial é aparentemente bem empregado: acontece que a fabricação e manutenção de cabos de fibra ótica são processos caros – se um ponto da rede for comprometido, esforços hercúleos devem ser feitos para o conserto. Esta rede suporta transmissões de 1 gigabite por segundo; cabos convencionais são até 100 vezes mais lentos neste quesito.

“Os cabos de fibra ótica são constituídos por um vidro muito frágil, e os envolvemos para evitar sua quebra. Eles contêm muitas camadas de proteção; de fora para dentro, as seguintes estruturas protegem a rede: revestimento de poliuretano externa, camada protetora feita com material semelhante à fibra Kevlar e revestimento plástico de cores diferentes (que auxiliam os técnicos durante a identificação de cada fio) – debaixo destes componentes, fica então o vidro”, explicou a companhia durante evento realizado em Boston (Massachusetts, EUA).

Por que tubarões atacam a rede?

Os pesquisadores da Google não sabem ao certo o motivo que leva os tubarões a atacar cabos de fibra ótica com tamanha voracidade. Especula-se que o campo magnético emitido pela rede é o fator que os leva a abocanhar as extensões; acontece que as emissões feitas são “visíveis” – e isso pode confundi-los.

“Fibras terrestres de curta distância ou cabos de cobre antigos não emitem campos visíveis – ao contrário do que é feito por cabos de fibra ótica. Estas redes precisam enviar energia de alta tensão para repetidores submarinos, o que gera campos magnéticos ao redor dos cabos. Alguns tubarões parecem ser confundidos pelos impulsos ao pensar que a estrutura é, na realidade, um peixe desorientado”, esclarece o executivo dos serviços em nuvem da Google.

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