Após acionar seu recurso de confirmação de status de segurança depois dos atentados que aconteceram na última sexta-feira (13), na França, o Facebook foi forçado a disponibilizar novamente a ferramenta na última terça-feira (17). O motivo para isso foram os atentados a bomba ocorridos na Nigéria, que deixaram 32 mortos e pelo menos 70 feridos.

O objetivo da ferramenta é permitir saber através da rede social se pessoas que moram em Yola, cidade que concentrou os ataques, estão seguras — algo que deve ajudar a aliviar a agonia de parentes e a diminuir a confusão resultante de uma tragédia do tipo. Embora nenhum grupo tenha assumido a autoria dos ataques, autoridades locais acreditam que eles foram feitos pelo grupo terrorista Boko Haram.

A decisão do Facebook parece ser uma resposta às críticas que a companhia recebeu após ter acionado seu sistema após os atentados na França, sem ter feito o mesmo após diversos ataques terroristas no Oriente Médio, África e Ásia. Segundo Alex Schultz, vice-presidente de crescimento da companhia, a ferramenta fez sua estreia em 2011 com o objetivo de ajudar vítimas de desastres naturais.

Segundo ele, o objetivo da rede social não era subestimar o impacto de ataques do tipo em qualquer parte do mundo. “É preciso ter uma primeira vez para apostar em algo novo, mesmo em tempos sensíveis e complexos, e para nós isso aconteceu em Paris”, justificou.

Já Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, afirmou em um texto de sua autoria que a empresa tomou a decisão de usar o recurso em uma quantidade mais vasta de eventos trágicos. “Estamos trabalhando rapidamente para determinar quando e como esse serviço pode ser útil”, afirmou, deixando claro que não vão ser todas as ocasiões que vão despertar o uso da ferramenta.

“Por favor, não deixe uma minoria de extremistas deixar você pessimista sobre nosso futuro”, afirmou o executivo, lembrando que, em um âmbito geral, a humanidade está registrando o número mais baixo de sua história em relação a mortes provocadas por guerras, assassinatos e ataques terroristas. Resta esperar para que o sistema de status não seja preciso ser acionado novamente devido a um novo genocídio ou ataque com consequências trágicas.

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