Se você é do tipo que acompanha regularmente a timeline do Facebook, já deve ter percebido que grande parte dos internautas que fazem postagens por lá têm uma vida plena, cheia de passeios bacanudos e viagens fantásticas e ostentam uma batelada de momentos felizes – sem falar dos gatos e cães extremamente expressivos. Porém, sabe o que diz um estudo recente com base na rede social? Que a verdadeira felicidade tem mais chances de fazer parte da vida de quem abre mão da plataforma criada por Mark Zuckerberg.

Para chegar nesse resultado, um grupo de pesquisadores deu início a um experimento chamado “The Facebook Experiment: Does social media affect the quality of our lives?” (algo como “O Experimento Facebook: as mídias sociais interferem na nossa qualidade de vida?”). Assim, o Happiness Research Institute contatou pouco mais de mil cidadãos dinamarqueses e pediu que metade deles parasse de usar o site por uma semana. A ideia foi conferir se uma ação assim teria impacto na alegria das pessoas, e o resultado foi bastante visível.

Em busca da felicidade

Estabelecendo um parâmetro de comparação, cada grupo precisou dar uma nota para sua atual satisfação com a vida antes que o teste começasse. Depois de uma semana, os integrantes da parcela que continuou a conferir vídeos de gatinhos e fotos daquela viagem – que ficaram ótimas, aliás – tiveram uma variação mínima no indicador, partindo de 7,67 para 7,75. A margem de ganho para a galera que preferiu gastar seu tempo com algo mais produtivo teve sua felicidade partindo de uma média de 7,56 para consideráveis 8,12. Nada mal, hein?

Além de se considerarem mais satisfeitos, os participantes que ficaram fora da rede social por uma semana afirmaram estar mais decididos e se sentindo bem menos preocupados, sozinhos e estressados do que antes. Esse quadro, para Meik Wiking, CEO do Happiness Research Institute, é bastante compreensível, já que temos a terrível tendência a medir nosso sucesso com o dos outros, e portais como o Facebook fazem com que essa comparação seja ainda mais gritante e – o pior – constante.

“O Facebook distorce nossa percepção da realidade e de como a vida das outras pessoas realmente é”, explicou Wiking para o jornal The Local. Como os internautas tendem a postar apenas realizações positivas em seus perfis, fica fácil fazer uma autoavaliação negativa das nossas próprias conquistas. A opinião do profissional se alinha com polêmicas recentes envolvendo as mídias sociais, como o caso da modelo que escancarou sua rotina no Instagram e da estudante que seguiu seus passos, descrevendo os bastidores de todos os seus cliques.

Em setembro, Bruno Micali, um dos redatores do TecMundo e do Mega Curioso, publicou uma matéria com sua experiência ao sentir na pele os efeitos de chutar o Facebook para escanteio por um tempo. A diferença? O Brunão ficou offline por um mês, durante seu período de férias. O saldo da empreitada, aparentemente, foi bem proveitoso, rendendo mais tempo para ler HQs, zerar jogos, assistir a um bocado de séries no Netflix e dedicar um tempo aos amigos e à sua cara-metade. E você, teria coragem de fazer um experimento desses por conta própria?

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