Via de regra, sempre que uma novidade é lançada para o Facebook a empresa se esforça para que ela esteja disponível no menor tempo possível para todos os usuários ao redor do globo. Entretanto, isso não é uma tarefa fácil em todos os lugares, já que, na Europa, a empresa enfrenta problemas no que diz respeito a algumas diretrizes regionais, algo que certamente não deixa seus executivos felizes. 

Em um artigo escrito no jornal Financial Times, Richard Allen, vice-presidente de políticas públicas do Facebook para a Europa, disse que regulamentações nacionais podem criar sérios obstáculos, seja para a rede social ou qualquer outra companhia que lida com internet. 

“Para companhias de internet, [a] regulamentação nacional pode criar sérios obstáculos. As despesas do Facebook podem aumentar, e as pessoas na Europa podem perceber novas opções chegando [à rede social] mais devagar ou sequer dando as caras nela”, escreveu Allen. 

A insatisfação da empresa se pauta na ideia de que há requerimentos diferentes que precisam ser preenchidos em cada país, e há sistemas reguladores com investigações em andamento na França, Espanha, Alemanha e Bélgica, apenas para citar alguns exemplos. Segundo o executivo, isso é algo que gera meses de auditorias técnicas, e que seria mais fácil seguir um conjunto de regras a encarar 28 variantes nacionais independentes. 

Direitos iguais 

Por fim, Allen fez uma analogia à indústria automobilística para mostrar que tais políticas geram mais atrasos que benefícios em diversos casos. 

“Se um carro feito na França ou Alemanha tivesse que cumprir alguns requerimentos técnicos separados no Polônia ou Espanha, as construtoras de carros europeias poderiam enfrentar sérios problemas. BMW, Jaguar e Renault talvez não tivessem as histórias de sucesso internacionais que possuem”, desabafou o executivo do Facebook.

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