Cãezinhos tentando “dizer” algo, posturas políticas controversas, correntes de ajuda altamente duvidosas, piadas de mal gosto... E se, de repente, você passasse a “curtir” tudo o que aparece no seu feed do Facebook? Tudo mesmo: incluindo notas de falecimento dos entes queridos de alguém e aquelas postagens que obviamente trarão enxurradas de inutilidades logo em seguida. Bem, foi o que fez Mat Hona.

O editor da revista Wired se propôs a curtir absolutamente tudo o que fosse postado em seu feed de notícias por um dia inteiro — a titulo de experiência “tecnoantropológica”, digamos. A experiência foi tão nefasta quando você deve imaginar, questionando a famosa máxima de Andy Warhol: “Eu acho que todo mundo deveria gostar de todo mundo”. Será mesmo?

Curtir. Curtir. Curtir

Em seu artigo, Honan afirma ter começado a empreitada curtindo o LivingSocial, espécie de Groupon. Daí ele passou para algumas atualizações de amigos e para  piadas sem graça — aquelas que normalmente lhe arrancam um sorriso de canto de boca e o fazem deslizar rapidamente em busca de outro tópico. Mas ele foi adiante.

O filho de um amigo deu de cara no concreto — “Curtir”. Alguém morreu e deixou saudades nos familiares — “Curtir”. Um produto miraculoso que deve transformar a sua vida da noite para o dia — “Curtir”. Honan afirma ter insinuado uma tentativa de curtir todos os comentários deixados nas postagens... Algo que rapidamente se revelou impraticável. Dessa forma, apenas os quatro primeiros comentários levavam o “joia”.

Uma encubadora de anúncios e lixo virtual

Mas aí veio o saldo da experiência, algo muito distante de “dezenas de quilos a menos” ou “dicas infalíveis para conquistar mulheres”. Longe disso. “Quase todo o meu feed foi tomado pelo Upworthy e pelo The Huffington Post”, disse ele no referido artigo.

Ele continua: “Quando foi para a cama na primeira noite e desci pelo News Feed, as atualizações que vi eram (em ordem): Huffington Post, Upworthy, Huffington Post, Upworthy, um anúncio da Levis, Space.com, Huffington Post, Upworthy, The Verge, Huffington Post, Space.com, Upworthy e Space.com”.

Enfim, fica a lição: os animais fofos, as lições para perder peso e as notícias falsas são apenas a “ponta do iceberg”, como se diz. Basta começar a “curtir” tudo para entrar em uma espiral descendente — toda ela tomada por conteúdos publicitários, sensacionalismo e ativismos dos mais variados. “Curta” com moderação, portanto.

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