(Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)

Quem acessou o Facebook nos últimos dias deve ter visto algum amigo compartilhando uma foto na qual um jovem está mergulhando na piscina e, ao fundo, um ladrão está pulando o muro da casa. A imagem, que teve mais de 7.200 compartilhamentos na rede social, ajudou a polícia a identificar um criminoso no Guarujá, litoral de São Paulo. 

Segundo Paulo Carvalhal, investigador-chefe da Delegacia Sede de Guarujá, o rapaz que aparece pulando o muro tinha antecedentes criminais, o que ajudou no processo de identificação. 

A ação (e consequentemente o roubo) ocorreu na tarde de sábado (18). Um grupo de oito turistas que estava na casa foi dominado por três assaltantes, que levaram celulares, dinheiro, roupas, pulseiras, colares e um aparelho de som. O celular com a foto ficou para trás porque foi escondido a tempo embaixo de um sofá. 

Além do jovem que pulou o muro, a polícia também identificou outros dois suspeitos. O grupo de assaltantes contava com quatro integrantes, mas um deles, que estava do lado de fora, ainda não teve sua identidade descoberta. 

Compartilhamento atrapalhou 

Mesmo com a boa intenção daqueles que compartilharam a foto, o investigador-chefe da Delegacia Sede de Guarujá mencionou que a divulgação prejudicou o trabalho de captura dos suspeitos. 

No fim da tarde de segunda-feira (20) a Polícia Civil de Guarujá deteve um suspeito que não é o mesmo flagrado na foto. Algumas diligências foram realizadas na favela Maré Mansa, onde moram os suspeitos, mas eles não foram localizados. 

Desabafo 

“Você trabalha de segunda a sexta, ganha seu dinheiro suado e quando vai tirar um lazer, olha aí o que acontece. Hoje, por volta das 15h, estava eu, minha namorada e mais seis amigos em uma casa alugada [na praia de] Pernambuco, [no] Guarujá, quando do nada fomos rendidos por um rato que nos forçou a abrir o portão para mais três marginais entrarem. Começaram então a limpa, levaram tudo que vocês possam imaginar”, escreveu uma das vítimas ao publicar a foto na rede social. 

“A sensação é indescritível: pavor, medo e incapacidade. Você simplesmente, do nada, passa a ser comandado na mira de uma arma. A minha pergunta é: até onde toda essa impunidade vai? Até quando os ladrões vão ter leis que os protegem?”, concluiu.

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