Nesta segunda-feira, dia 21, as ações do Facebook na bolsa de valores Nasdaq, de Nova York, caíram em cerca de 11%. Enquanto na sexta-feira passada – quando foi definido o IPO (oferta pública inicial) da empresa – as suas ações fecharam o dia valendo US$ 38,23 (valor inicial do dia), na manhã desta segunda-feira elas estavam valendo US$ 33,75.

Após chegarem a valer US$ 42 na sexta-feira, elas logo começaram a cair para o seu preço inicial. Isso ocorreu porque neste dia o banco que detinha a maior parte da companhia, o Morgan Stanley, estava mantendo uma parcela considerável das ações do Facebook sob o seu controle para impedir a sua desvalorização.

Nesta segunda, quando as ações passaram a ficar disponíveis para todo o público, o banco passou a vender o restante de suas reservas. Como a instituição financeira e outros acionistas da empresa reduziram o preço das ações, a desvalorização ocorreu.

“O Facebook não vale US$ 104 bilhões”

De acordo com Bryan Barret, do Gizmodo, a queda das ações do Facebook apenas representa a consciência do mercado em relação ao valor exacerbado de sua estreia. Enquanto a empresa pode ter sido avaliada em US$ 104 bilhões, ela nunca valeu isso de fato.

Isso explica porque todos os grandes investidores iniciais da rede social – incluindo aí Mark Zuckerberg – venderam dezenas de milhares de suas ações assim que puderam. Afinal, este era o melhor preço que poderia ser obtido em um futuro previsível.

Ainda segundo Barret, a partir de hoje, sem o auxílio de um banco para segurar o valor do Facebook, deve haver uma queda significativa no preço de suas ações até que elas atinjam o seu valor real, quando elas entrarem no ritmo das demais ações da bolsa.

Fontes: Gizmodo, Exame

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