Na sexta-feira (23), sete jornalistas palestinos de duas publicações diferentes acusaram o Facebook de bloquear indevidamente suas páginas pessoais na rede social. A empresa pediu desculpas e afirmou que as contas foram suspensas por engano, embora os jornalistas liguem o caso ao acordo feito recentemente entre a companhia e o governo de Israel para prevenir casos de incitação à violência na plataforma.

Os administradores das páginas Quds e Shebab News Agency, cada uma com mais de 5 milhões de curtidas, tiveram o acesso às contas restabelecido no sábado (24). Em entrevista ao The Electronic Intifada, o supervisor do Quds, Ezz al-Din al-Akhras, criticou a plataforma por bloquear as contas sem maiores explicações: “É muito estranho que o Facebook participe desse tipo de acordo, já que ele deveria ser uma plataforma para a liberdade de expressão e o jornalismo”.

Logo após o acesso às contas ter sido restaurado, a rede social confirmou que bloqueou os perfis por causa de denúncias que acusavam os jornalistas de descumprirem os termos de uso do site. Segundo um representante do Facebook, a empresa processa milhões de solicitações toda semana e, em alguns casos, pode cometer erros.

A empresa pediu desculpas e afirmou que as contas foram suspensas por engano

No domingo (25), várias publicações palestinas passaram duas horas sem postar na rede social como forma de protesto por causa do incidente.

Na semana passada, a Ministra da Justiça de Israel, Ayelet Shaked, afirmou que uma reunião foi feita entre o Facebook e o governo para garantir que a rede social monitore postagens contendo incitação à violência: “Da mesma forma que vídeos do Estado Islâmico estão sendo monitorados e retirados da rede, nós queremos essas ações sendo tomadas contra material palestino que incite o terrorismo”.

Já para o representante do Facebook, as vozes palestinas estão tão seguras na plataforma quanto as de qualquer outra comunidade.

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