Grandes compradores de anúncio e responsáveis por departamentos de marketing estão bastante decepcionados com o Facebook. Na última quinta-feira (22), veio à tona a informação de que, durante pelo menos 2 anos, a rede social inflou os dados que divulgava em relação ao tempo médio que cada um de seus usuários dedicava à exibição de vídeos.

Segundo a companhia explicou em seu “Centro de Ajuda para Anunciantes”, os dados divulgados anteriormente estavam exagerados pelo fato de que eles só levavam em consideração exibições que duravam mais de 3 segundos. Para corrigir o problema, a empresa afirma ter apostado em um novo sistema de métrica que reproduz as informações de maneira mais fidedigna.

A expectativa é que esse erro de cálculo tenha superestimado em 60% a 80% o tempo de visualização de vídeos através da rede social. A situação se torna especialmente preocupante quando levamos em consideração o foco cada vez maior em conteúdos produzidos em vídeo, sendo que a revelação deve abalar a confiança estabelecida entre o serviço e seus anunciantes.

Questão de dinheiro

A notícia fez com que as ações do Facebook caíssem em 1,3%

Esse tipo de métrica é importante para determinar o quanto anunciantes vão ter que pagar pela exibição de seus materiais: quanto mais tempo um usuário dedica a um conteúdo, maior a chance de ele ser exposto a uma propaganda (e maiores são os gastos dos anunciantes). Em outras palavras, anunciantes pagaram valores maiores do que deveriam para atingir um público aquém do prometido pela rede social.

A notícia fez com que as ações do Facebook caíssem em 1,3%, chegando a US$ 128,30 por unidade. Funcionários da empresa devem se encontrar pessoalmente com representantes de grandes agências de publicidade na próxima semana, durante a conferência Advertiser Week, o que é sinal de que a situação deve ter outros desdobramentos em breve.

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