No que depender do conselho do Facebook, Mark Zuckerberg, fundador da rede social, pode ter seu poder limitado futuramente. Isso porque, na visão dos executivos, é uma boa ideia realizar essa ação caso o criador do site decida deixar a administração da empresa em algum momento. 

A proposta que foi enviada a U.S. Securities and Exchange Comission (SEC) na última quinta-feira (2) solicita a remoção do controle majoritário do voto de Zuckerberg. Para isso, o conselho pediu aos acionistas para votar em uma proposta que visa converter as ações de classe B do criador da rede social para papéis de classe A caso ele não ocupe mais uma posição de liderança. 

A ideia é fazer com que os poderes do futuro chefe do Facebook não sejam ilimitados

Com essa medida, a ideia é fazer com que os poderes do futuro chefe do Facebook não sejam ilimitados, e, dessa forma, garantir que o time não permaneça em “uma companhia controlada por seu fundador depois de deixarmos de ser uma empresa liderada pelo fundador”, menciona um documento feito pelo conselho. 

Vale mencionar que a proposta em questão será votada em uma assembleia geral do Facebook, que está agendada para acontecer em 20 de junho.

Conselho precisa do apoio dos acionistas para levar adiante a ideia de diminuir os poderes de Mark Zuckerberg

Grandes poderes, grandes responsabilidades 

Caso esteja curioso para saber o tamanho do poder de Zuckerberg dentro do Facebook, foi informado que, até o dia 2 de junho, ele detinha cerca de quatro milhões de ações da classe A e aproximadamente 419 milhões da classe B. Esse conjunto representa mais ou menos 53,8% do poder de voto total e 14,8% da quantia final de interesses econômicos em circulação. 

Vale lembrar, em dezembro do ano passado o próprio fundador da rede social havia mencionado seu plano de doar 99% de suas ações para a Chan Zuckerberg Initiative, instituição criada pela esposa do executivo que tem como principal propósito realizar ações que visam ajudar na erradicação da pobreza.

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