A preocupação com a possibilidade de corpos espaciais se chocarem contra a Terra ficou mais intensa quando, em 2013, um meteorito caiu na Rússia e causou grande estrago. 1,5 mil pessoas foram feridas, e, pelo menos, 7 mil prédios tiveram algum tipo de dano.  Desde então, agências espaciais ao redor do mundo têm imaginado qual seria a melhor forma de evitar que esses corpos caíssem na Terra. Até o momento, a melhor resposta é: ogivas nucleares.

Segundo apurou o The New York Times junto à NASA, essa é, apesar dos perigos, a melhor solução para impedir que rochas espaciais causem estragos por aqui no momento. Contudo, atirar um “foguete nuclear” contra algum asteroide em rota de colisão conosco poderia gerar mais estragos ainda. Dependendo da distância da Terra em que a rocha explodisse, grandes fragmentos poderiam cair em regiões populosas e causar mortes em grande escala.

Ainda assim, não há no momento uma solução melhor para deixar armas nucleares fora de cogitação. Elas poderiam ainda ser utilizadas para desviar corpos ameaçadores em vez de explodi-los, mas isso seria um tanto difícil de controlar.

Novas possibilidades

Para pensar sobre o assunto e tentar imaginar soluções plausíveis, a NASA se juntou com o departamento de segurança norte-americano que lida com pesquisa nuclear. A intenção é criar uma ogiva acoplada a um foguete que possa ser utilizada em situações de emergência. O meteorito que caiu na Rússia, por exemplo, só foi identificado quando já estava caindo por lá, mas não havia o que fazer para “neutralizá-lo”.

Além de armas nucleares, foguetes de alta velocidade, lasers e motores antigravitacionais poderiam ser utilizados para desviar ameaças com mais segurança, mas nada disso é uma realidade tão palpável quanto armas nucleares, que possuem tecnologia dominada pela humanidade há várias décadas. 

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