A Estação Espacial Internacional (ISS) é, além de um feito científico icônico, um dos maiores símbolos do quão bem-sucedida a diplomacia pode ser. Mas poucas pessoas tiveram a oportunidade de se submeter à baixa gravidade dos módulos que flutuam sobre nossas cabeças: depois de prestar serviços de transporte entre 2001 e 2009 a astronautas das mais diversas nacionalidades, a agência russa Roscosmos acabou por interromper as viagens.

Fato é que, devido à baixa demanda por expedições junto das cápsulas Soyuz, as idas e voltas à ISS ficaram financeiramente inviáveis. É por isso que passeios comerciais de curta duração estão agora dentre os planos da Roscosmos. A inciativa tem o objetivo de gerar recursos financeiros para que os russos não “fiquem para trás dos EUA”, que vão começar a usar seus próprios recursos para levar astronautas à seção estadunidense da estação, dispensando as parcerias firmadas com os russos.

Soyuz, nave espacial russa.

Depois que a agência russa decidiu pelo fim das viagens por meio da Soyus à ISS, os módulos espaciais de cada país passaram a ser usados por nações que desejavam colocar astronautas em órbita. Para que pessoas comuns possam visitar as instalações russas da Estação Espacial Internacional, um último acordo tem ser fechado entre NASA e Roscosmos. Se tudo correr conforme o planejado, as viagens comerciais poderão começar já em 2018.

A parceria entre Rússia e EUA deverá se encerrar também daqui a três anos, pois, até lá, as cápsulas SpaceX Dragon e Boeing CST-100 que prestarão os serviços de transporte de astronautas e módulos até a ISS já vão estar operando normalmente.

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