(Fonte da imagem: Divulgação/Kansas State University)

Engenheiros da Universidade Estadual do Kansas já estão trabalhando na próxima geração de roupas espaciais que, entre outras características, devem se mostrar capazes de gerar energia a partir do calor produzido naturalmente pelo corpo humano. Um protótipo construído pela instituição se mostrou capaz de usar essa fonte como forma de manter ativos monitores que analisam os sinais vitais de um astronauta.

Baseada na vestimenta utilizada no agora defunto programa do ônibus espacial norte-americano, a novidade quer usar o corpo humano como fonte de energia — uma alternativa ao uso de baterias convencionais. O principal problema dos métodos tradicionais é o fato de eles gerarem oxigênio durante seu processo de funcionamento, o que pode ser letal no espaço.

A nova roupa espacial deve contar com sensores capazes de gravar informações relacionadas aos movimentos de um astronauta, o nível de oxigenação em seu sangue, o ritmo de sua respiração e sua pulsação. Todos esses dados vão ser enviados ao centro de controle através de sinais wireless, o que deve ajudar a manter profissionais em uma situação saudável durante a realização de missões de longa duração.

Equipamento em fase de testes

“Esse projeto é um bom exemplo de como você precisa repensar tudo ao fazer algo no espaço — tanto elementos humanos quanto os não humanos que fazem parte de um sistema. Temos muito a aprender sobre a fisiologia humana e o que acontece quando uma pessoa muda fisicamente em um ambiente com gravidade reduzida”, afirmou o professor de Engenharia Elétrica e Engenharia da Computação Steven Warren.

Graças a uma permissão concedida pela NASA, atualmente o protótipo está passando por testes conduzidos em simuladores de campos eletromagnéticos. Caso tudo ocorra conforme o planejado, não deve demorar muito tempo até que astronautas estejam utilizando a nova vestimenta em missões que tentam desvendar mais informações sobre o espaço e outros planetas.

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