(Fonte da imagem: Divulgação/Los Alamos National Laboratory)

Cientistas do Glenn Reasearch Center e do Los Alamos Nationa Laboratory, ambos da NASA, estão testando um novo projeto de motor que pode levar o homem a distâncias muito maiores no espaço. Os trabalhos envolvem material nuclear, o que é muito importante, visto que a luz solar é fraca para esses projetos, sendo necessário painéis solares do tamanho de um campo de futebol para gerar a energia necessária.

O protótipo atual é baseado em um motor Stirling, uma estrutura inventada no século XIX que utiliza gás quente pressurizado para movimentar o pistão. Entretanto, agora, o material seria composto por uma bateria de 22,5 kg de urânio para gerar calor, que então é transportado para oito motores Stirling, produzindo cerda de 500 watts de potência.

Em um teste reduzido, os cientistas na NASA utilizaram um pequeno reator e um motor Stirling para gerar 24 watts de energia. Apesar do resultado promissor, sondas do espaço normalmente requerem entre 600 e 700 watts para alcançar distâncias mais profundas, o que demonstra que a tecnologia precisa evoluir ainda mais para ter resultados mais compatíveis com as necessidades das expedições.

Menos plutônio

No ano passado, a NASA e o Departamento de Energia dos EUA receberam um aporte de cerca de US$ 10 milhões para voltar a produzir plutônio, o que deve se traduzir em alguns quilos do produto anualmente. Sendo assim, a utilização de urânio no novo motor tem também a intenção de diminuir a demanda por plutônio.

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