(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Quem vem acompanhando a missão da sonda Curiosity em solo marciano deve ter notado que as imagens produzidas por ela até o momento não são exatamente um primor em matéria de qualidade. Além de apresentarem uma resolução bastante baixa, muitas das fotografias divulgadas até o momento estão repletas de sujeira, o que dificulta ver o que há ao redor.

As explicações para isso são variadas, envolvendo desde medidas de segurança até o fato de que o aparelho está a uma grande distância da Terra. Por exemplo: as manchas que surgem em muitas das capturas são causadas pela poeira que se acumula nas proteções usadas para evitar danos às câmeras do aparelho.

Problemas de distância

Outro quesito que explica a baixa qualidade é o fato de que as lentes empregadas pela Curiosity possuem resolução máxima de 1600x1200 pixels (2 megapixels). Enquanto isso é mais do que suficiente para capturar fotografias de objetos próximos, não é exatamente uma boa ideia tentar registrar elementos longínquos usando esses sensores.

 

Para completar, a distância entre a Terra e Marte também contribui para que, até o momento, só tenhamos imagens em baixa resolução do planeta vermelho. Isso faz com que a NASA opte por transmitir primeiro arquivos de baixa resolução (64x64 pixels) enquanto espera a chegada das imagens em alta qualidade.

Melhoria de qualidade prometida para breve

A expectativa é que as primeiras fotografias em alta resolução do solo marciano sejam divulgadas em breve pela NASA, conforme a agência consiga atingir as condições mais adequadas de captura. As proteções de lentes da Curiosity devem ser desacopladas em breve, a partir do momento em que o aparelho atingir uma região em que a poeira não é um elemento tão prejudicial.

Vale lembrar que a sonda possui nada menos que 12 câmeras diferentes em seu arsenal, cada uma com propriedades únicas. A mistura de lentes convencionais, câmeras 3D e objetivas especializadas em imagens panorâmicas devem proporcionar visões impressionantes do Planeta Vermelho.

Fonte: NASA

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