O sonho de passar alguns dias em uma viagem para fora da atmosfera, orbitando o nosso planeta azul, está cada vez mais próximo. Dessa vez, o sucesso foi demonstrado pelo BEAM, o Bigelow Expandable Activy Module, ou Módulo Expansível de Atividade Bigelow. Carregando o sobrenome de seu desenvolvedor – Robert Bigelow –, o abrigo inflável foi ativado a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) e cumpriu bem os primeiros seis meses dos dois anos de teste que ainda tem pela frente.

O teste em si deve durar mais um ano e meio e vai arrecadar tudo quanto é tipo de informação para a NASA poder melhorar ainda mais as tecnologias envolvidas no projeto

O módulo, além de ser uma alternativa mais barata de habitação no espaço, pode servir não apenas para um possível futuro programa de turismo orbital, mas sim para substituir os tradicionais módulos feitos de material rígido, que além de serem mais caros, disponibilizam espaços mais limitados para seus tripulantes.

Mais do que isso, os módulos infláveis podem ser transportados por veículos espaciais menores, o que também ajuda a diminuir custos de viagem. Para se ter uma ideia melhor, o BEAM, ao ser expandido, dobrou em comprimento e aumentou em 40% seu diâmetro. O teste em si deve durar mais um ano e meio e vai arrecadar tudo quanto é tipo de informação para a NASA poder melhorar ainda mais as tecnologias envolvidas no projeto.

O módulo BEAM em expansão a partir da ISS

Planos antigos, valores atuais

Esse experimento, realizado em parceria entre a NASA e a empresa que criou o módulo – Bigelow Aerospace – gerou um contrato de US$ 17,8 milhões, mais de R$ 60 milhões. A ideia, no entanto, não é tão recente: projetos que envolvem abrigos espaciais infláveis existem entre engenheiros da área desde os anos 1990. Apenas agora vamos ver se eles realmente funcionam e são seguros para os tripulantes.

Pensando a longo prazo, Robert Bigelow não evita a empolgação e prevê hotéis espaciais, onde turistas comuns como eu e você poderão descansar tranquilamente

Os pontos principais que ainda deixam cientistas preocupados são diversos: durabilidade do dispositivo, capacidade de proteger tripulantes contra radiação espacial, propriedades térmicas para evitar que passageiros congelem no espaço etc. Com esses primeiros seis meses de testes, os resultados foram promissores: tudo que aconteceu no BEAM poderia ter acontecido igualmente na ISS.

Parte interna do BEAM

Ocupando o espaço

Pensando a longo prazo, Robert Bigelow não evita a empolgação e prevê hotéis espaciais, onde turistas comuns como eu e você (caso tenham bastante dinheiro, é claro) poderão descansar tranquilamente e em segurança dentro de módulos como o BEAM, com uma vista privilegiada do planeta Terra.

A NASA, porém, prefere mais manter os pés no chão, com o perdão do paradoxo – a agência pode obter um módulo similar, bem maior, da Bigelow Aerospace, para usar como uma estação que deve estudar o espaço profundo, distante da órbita terrestre e muito mais próxima da Lua. Os planos indicam que isso deve acontecer em torno do ano 2020.

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