Está no DNA humano a vontade de transformar e de aperfeiçoar coisas. Quando o assunto é esporte radical, essa “brincadeira“ fica ainda mais séria.

O surfe é praticado por milhares (quem sabe até milhões) de pessoas mundo afora por proporcionar momentos de contato com a natureza e de radicalidade, fazendo a adrenalina correr solta nas veias dos praticantes.

Contudo, apenas subir em uma prancha e encarar a força da natureza em forma de ondas (que às vezes possuem proporções gigantescas) não é o suficiente para todos. Para tornar o esporte ainda mais emocionante é que foi  criado o JetSurf: uma prancha motorizada para levar você a altas velocidades na hora de dropar, pegar um tubo ou simplesmente passear por sobre as águas.

Os criadores

A JetSurf foi fundada em 2008 por Martin Sula, um engenheiro que trabalha com carros da Fórmula 1. A ideia de criar uma prancha de surfe motorizada existia há anos, mas tomou formas mais concretas quando Sula combinou seus conhecimentos com os de Tadej Sterk e Zbynek Bures.

A partir de então, a equipe tinha o know-how necessário em motores a combustão, hidromecânica, engenharia elétrica, entre outros para tirar o projeto do papel definitivamente. A ideia central da empresa sempre foi empurrar os limites dos esportes aquáticos.

Entre as peculiaridades do JetSurf propriamente dito, a principal delas é a sua mobilidade. Ele é um dos únicos veículos aquáticos motorizados que pode ser transportado individualmente de carro, barco e até avião (já que ele passa tranquilamente como bagagem convencional tanto em voos domésticos quanto internacionais).

Todas as peças e os componentes das pranchas são produzidos pela companhia tcheca MSR Engines, a qual também é fornecedora de famosas marcas como BMW, Skoda, KTM e Honeywell, e possuem o certificado Greentech – o que significa que sua composição possui baixíssimo impacto ao meio ambiente.

Diversão motorizada

Não precisamos mencionar que a diferença do JetSurf para uma prancha tradicional é a presença de um motor em sua estrutura. Este veículo aquático motorizado possui três modelos, cada um com algumas especificações particulares.

Nascido para correr

A versão mais potente do JetSurf é a Pro Race, que conta com um motor de dois tempos especialmente desenvolvido para ele com 100 cc e 8.000 rpm – podendo atingir a velocidade máxima de 57 km/h.

O seu tanque de 2,5 litros armazena uma mistura de gasolina com um óleo sintético específico para equipamentos marinhos em uma proporção de 1:30, respectivamente. O consumo máximo de combustível apresentado pela prancha motorizada é de 2 litros por hora, mas pode ser menor se o condutor não exigir tanto do motor.

O JetSurf Pro Race possui 180 cm de comprimento, 60 cm de largura e 15 cm de espessura. Ele pesa 14 kg e pode transportar até 100 kg. Os comandos de aceleração são enviados por uma unidade de controle eletrônico com funções de ligar e desligar automáticas, sendo alimentada por uma bateria Li-FePO4 (também conhecida como bateria Beltway) – a qual é recarregada em 4 horas.

Entusiasmo total

Se o Pro Race foi feito para a prática do esporte em alto desempenho, inclusive em competições, o modelo Factory tem a proposta de entusiasmar aqueles que já tiveram algum tipo de contato com o surfe, mas que não chegam a ser “profissionais”, pelo menos por enquanto.

(Fonte da imagem: Reprodução/JetSurf)

Assim como a primeira máquina mencionada, esta linha conta com motorização de dois tempos com 100 cc e 8.000 rpm, mas apresenta uma velocidade máxima um pouco menor: 55 km/h.

Em questão de capacidade do reservatório de combustível e média de consumo, os valores também são os mesmos. As dimensões entre esses modelos são idênticas, bem como a capacidade de carga. A diferença fica por conta do seu peso, já que o Factory possui 15 kg.

Para aproveitar e se divertir

Fugindo um pouco da tendência de seus irmãos maiores, o modelo Ultra Sport visa proporcionar momentos mais calmos dentro da água, embora o seu nome passe uma impressão de maior arrojo. Este equipamento é indicado para qualquer pessoa e é a porta de entrada para o esporte entre aqueles que nunca surfaram na vida.

As características discrepantes dele em relação aos demais modelos são: motor de 86 cc, velocidade máxima de 48 km/h e consumo máximo de combustível de 1,8 litro por hora. De resto, o Ultra Sport possui as mesmas especificações de tamanho, peso, tanque de combustível e capacidade de transporte que a linha Factory.

Ainda um esporte para poucos

Você não precisa nem chegar perto de uma prancha motorizada: basta dar uma olhada nos vídeos de divulgação do JetSurf para ter vontade de colocar um macacão de neoprene e cair na água. Mas, se por um lado vontade de praticar esse “novo esporte” não falta, ter dinheiro suficiente para adquirir uma máquina dessa não é tão fácil.

Por exemplo, a loja de artigos esportivos especializada em modalidades aquáticas LuxuryWaterToys, e que é uma revendedora oficial do JetSurf, comercializa o modelo Ultra Sport por 9,5 mil euros (equivalente a 28,5 mil reais) e a linha Factory por 11 mil euros (quase 33 mil reais).

Tem brasileiro no meio

Pato se preparando para dar um passeio com o JetSurf. (Fonte da imagem: Reprodução/JetSurf)

Entre os adeptos do JetSurf, e que de alguma forma ajudam a divulgar o projeto, está o brasileiro Everaldo Pato. Filho de pescador e que nasceu de frente para o mar, o surfista se especializou em pegar ondas gigantes. Atualmente, ele tem retratado sua vida como surfista profissional, ao lado de sua esposa e filha, no programa Nalu pelo Mundo, exibido pelo canal Multishow.

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