(Fonte da imagem: ShutterStock)

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, publicou um estudo com foco na mão humana, alegando que o ato de lutar pode ter sido um dos fatores determinantes para moldar nossas mãos com o formato e as características de hoje.

Com a ajuda de sensores capazes de medir a força e a aceleração de diferentes golpes marciais, os pesquisadores descobriram que a estrutura do punho cerrado fornece apoio e aumenta a habilidade de transferir força quando o golpe é desferido. Durante o estudo, também foi possível constatar que um soco não possui mais força do que um tapa, porém, gera mais estresse sobre o alvo por atingir uma superfície menor: com a força concentrada em uma pequena área, é possível causar mais danos aos tecidos do corpo de alguém.

Além disso, a equipe também percebeu que o punho cerrado pode fornecer o reforço necessário para proteger os ossos frágeis da mão, já que aumenta em quatro vezes a rigidez do osso metacarpofalangeal. Como se não bastasse, a estrutura do soco também duplica a capacidade da falange proximal de transmitir força. Com base nessas constatações, os cientistas acreditam que as mãos humanas evoluíram para fornecer tanto destreza manual quanto a possibilidade de ser usada como um porrete.

Por incrível que pareça, esse é um assunto que ainda não foi discutido na literatura científica e, segundo os pesquisadores, a razão talvez seja a resistência de aceitar que, em algum nível, o ser humano pode ser um animal naturalmente agressivo. Outro indicativo dessa afirmação seria o fato de que parentes próximos do ser humano, como chimpanzés e bonobos, não são capazes de fechar um punho para socar algo.

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