Quem assiste às competições olímpicas na TV talvez não leve em conta a alta presença de tecnologia e ciência que existe por trás do evento. Um bom exemplo disso é a piscina do Centro Aquático de Londres, construído especialmente para as olimpíadas deste ano. Com base no conhecimento científico, engenheiros foram capazes de criar uma piscina que permite que os atletas possuam um desempenho melhor, sendo mais rápidos do que em outras piscinas.

Para entender como isso funciona, basta lembrar que, ao jogarmos uma pedra no rio, por exemplo, ela gera ondas de energia que se propagam pela água. Em um evento de natação, esse efeito é muito mais potente por causa das braçadas e dos movimentos das pernas do atleta. Todas as ondas geradas pelos competidores tornam a piscina mais turbulenta e, assim, o nadador acaba tendo o seu desempenho prejudicado.

Tecnologia e ciência a favor do esporte

Em Londres, esse problema foi resolvido com diversas medidas que tendem a absorver ou a dissipar essas ondas, diminuindo a turbulência do meio em que os competidores se encontram.

Para começar, a piscina possui três metros de profundidade, o que faz com que essas ondas percam a força antes de reverberar no fundo dela. Além disso, as bordas do local da competição também possuem cavidades que ajudam a dissipá-las. Para completar, os limites de cada raia são feitos com peças plásticas que giram quando atingidas pelas ondas, fazendo, assim, com que a energia delas seja reduzida.

Tudo isso torna as águas menos agitadas e proporciona um ambiente mais justo para todos competidores, já que a turbulência pode ser sentida de maneira diferente por quem nada no meio ou na borda da piscina, por exemplo.

Fonte: Live Science

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