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Quando falamos em arranha-céus, rapidamente nos lembramos dos enormes projetos da engenharia que chegam sem medo até as nuvens. Mas, com uma pitada de criatividade, as gigantescas construções podem servir para diversos outros propósitos além do comércio ou da habitação.

Pensando nisso, a competição de arranha-céus conceituais da revista eVolo, atualmente em sua nona edição, apresentou algumas propostas inovadoras para as colossais obras da engenharia – imaginando até mesmo imensos prédios para impulsionar foguetes ao espaço.

Ao todo, foram 525 propostas enviadas de 43 países para o periódico de arquitetura. Entre tantas ideias oferecidas para o prêmio, separamos nove projetos que se destacaram pelo seu conceito criativo e diferenciado.

Um arranha-céu para foguetes

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Já pensou em uma enorme construção para facilitar a viagem dos foguetes até o espaço? Pois o projeto “Launchspire” foi idealizado para diminuir a necessidade de combustível dos ônibus espaciais para saírem da órbita terrestre, propondo a utilização de um acelerador eletromagnético que daria um “empurrão” inicial e valioso para a travessia dos astronautas.

O projeto foi criado por Henry Smith, Adam Woodward e Paul Attkins, todos do Reino Unido.

Energia verde

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Enquanto os arranha-céus crescem e adquirem cada vez mais altitude, o “Project Blue” apresenta uma solução interessante para contribuir com a limpeza do ar, capturando partículas suspensas para transformar em energia limpa.

Mas como fazer isso? Segundo a proposta elaborada pelos chineses Yang Siqi, Zhan Beidi, Zhao Renbo e Zhang Tianshuo, a imensa torre utilizaria nitrogênio e enxofre para se misturar com as partículas capturadas da atmosfera, posteriormente combinando-as para conseguir carvão. Ao fim do processo, a estrutura geraria metano, sendo possível utilizá-lo como uma forma de energia limpa.

No entanto, não há uma confirmação de que todo o processo pode realmente funcionar, afinal este é apenas um conceito apresentado pelos designers. Mas uma ideia como essa poderia ser muito útil para controlar dois problemas crescentes da sociedade, não é mesmo?

Uma cidade nos ares

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Entre os curiosos projetos apresentados para a eVolo, o “Car And Shell Skyscraper” imagina a cidade de Detroid (localizada nos Estados Unidos) como um grande arranha-céu em forma de caixa.

Pode parecer uma ideia estranha, mas os estadunidenses Mark Talbot e Daniel Markiewicz acreditam que um município nos ares seria possível – até mesmo equipada com áreas recreativas e comerciais. Ruas, calçadas e o resto da estrutura seriam entrelaçados pela estrutura, justificando a forma quadrada do projeto.

O prédio que cresce sozinho

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Os arquitetos chineses YuHao Liu e Rui Wu imaginaram um arranha-céu que seria capaz de captar a poluição e usá-la como o material para a construção de toda a gigante estrutura desenvolvida por eles.

O “Propagate Skyscraper”, como foi batizado, seria composto de um hipotético material capaz de se assimilar com o dióxido de carbono, resultando em uma construção que absorveria os detritos e que continuaria crescendo com o tempo.

Uma torre para controlar o clima

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Controlar o clima seria uma ideia interessante para os humanos, mas como essa proposta poderia se associar aos arranha-céus? Pois o projeto chamado “Climatology Tower” busca criar um centro de pesquisas meteorológicas no alto da cidade, possibilitando que os cientistas analisem todo o ambiente urbano e discutam como o acúmulo de construções impacta o clima local.

A torre foi proposta pelos japoneses Yuan-Sung Hsiao, Yuko Ochiai, Jia-Wei Liu e Hung-Lin Hsieh.

A nova Torre de Babel

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O alemão alemão Petko Stoevski pensou em construir uma estrutura alta e que poderia gerar energia através do calor do sol, batizando seu projeto de “The New Tower Of Babel”.

A proposta contaria com o chão ao redor do arranha-céu coberto de vidro, permitindo que o sol aquecesse o ar nestes lugares. Com isso, todo o ar quente seria direcionado para duas turbinas localizadas na base da estrutura, gerando energia por esse processo. No fim, o ar passaria pela torre, que atuaria como uma chaminé para liberar o ar para a atmosfera.

Uma construção ambiental multiuso

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Um arranha-céu no meio da Amazônia? Para um grupo de chineses, a proposta seria perfeita para o “Rainforest Guardian Skyscraper”, uma torre que serviria para diversos propósitos no meio da floresta.

Torre de água, estação de incêndio florestal, estação meteorológica e um laboratório de pesquisa são apenas algumas das funções que Jie Huang, Jin Wei, Qiaowan Tang, Yiwei Yu e Zhe Hao sugeriram para a sua criação.

Um arranha-céu industrial

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Ora, se já vimos nesta matéria uma cidade na forma de um grande prédio, por que não transformar as indústrias da mesma forma? Pois esta foi a ideia do designer britânico Stuart Beattie, que sugeriu fábricas parecidas com arranha-céus para otimizar o espaço das cidades.

Vivendo no deserto

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Nomeado de “Sand Babel” o enorme e estranho prédio foi planejado para ser um centro de estudos e de turismo pelo deserto. O curioso, no entanto, é que os designers imaginaram a estrutura principal construída de uma areia sintetizada por meio de impressoras 3D.

Todo o arranha-céu contaria também com duas estruturas distintas. Na parte superior, a construção apresentaria diversas estruturas independentes para as comunidades que vivem no deserto. Na parte inferior, localizada debaixo da areia, estariam diversas construções e túneis para se conectar com as outras torres. O "Sand Babel" foi desenvolvido pelos chineses Qiu Song, Kang Pengfei, Bai Ying, Ren Nuoya e Guo Shen.

Vale constar, no entanto, que a proposta que venceu a competição da eVolo não está figurando nessa lista. O projeto campeão, desenvolvido pelo norte-americano Yong Ju Lee, reinterpreta um prédio coreano tradicional no país. Mesmo assim, qual seria o arranha-céu mais incrível e inovador para você?

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