Ninguém duvida que fios espalhados pela casa não são nem um pouco bonitos. Os usuários do Baixaki que o digam, pois as fotos de gambiarras que chegaram até a redação foram de dar medo.

Para acabar com esse problema, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, conseguiram desenvolver um dispositivo que promete enterrar de vez a desagradável experiência com os fios que temos desde que a eletricidade foi inventada.
Como isso será possível?

Para conseguir eliminar os fios das residências, os pesquisadores de Purdue construíram um dispositivo que consegue converter pulsos de laser em ondas de radiofrequência. A partir do momento que se tem este tipo de sinal, a transmissão de dados fica mais fácil.

A intenção do projeto é ter um ponto único dentro das casas emitindo sinais para vários dispositivos ao mesmo tempo, assim como um roteador Wi-Fi. Porém, a diferença é que, além dos computadores ou celulares, TVs e rádios digitais, projetores e muito mais podem receber sinais e comandos via roteador central.

O mundo sem fio

Método de transmissão
Os pulsos de laser convertidos para um formato semelhante ao da radiofrequência são então emitidos a uma velocidade altíssima (algo em torno de um décimo de trilhonésimo de segundo), o que  os permite transmitir dados muito mais rapidamente.

Ao contrário dos sinais de radiofrequência comuns, esse tipo de método de transmissão não sofre interferência de paredes ou objetos, o que é ótimo para casas, tendo em vista que não é comum haver lugares muito abertos ou sem interferências físicas. Isso acontece porque a propagação dos sinais atuais não é contínua, mas sim em pulsos. 

Chega de fios!

Inicialmente, um roteador central será usado e os aparelhos dotados com a nova tecnologia, por enquanto, só receberão os sinais. Contudo, com o passar do tempo e o desenvolvimento da metodologia de transmissão, é possível que haja troca de informações tanto entre os aparelhos, quanto com o roteador. Todas as trocas serão feitas por meio de pequenos chips implantados dentro de cada aparelho.
Comunicação ubíqua
Se o novo wireless der certo, mais um passo em direção à comunicação ubíqua será dado. O termo ubíquo vem do inglês, Ubiquitious, e isso significa que todos os sistemas de informação estão interligados.

Em linhas gerais, todos os ambientes e indivíduos estão (ou estarão no futuro) interligados de alguma maneira. Com a ajuda de redes sem fio, satélites ou alguma nova forma de comunicação, casas, lojas, hospitais, delegacias, tudo, estará conectado como uma enorme rede. 

 

Tudo ligado, mas sem   fios

Parece loucura, mas o conceito de cidade ubíqua já é real e está sendo aplicado na Coreia do Sul, na cidade de New Songdo. Para saber mais sobre o assunto, acesse o artigo "A cidade do futuro está em construção na Coreia do Sul!".

Outras formas de comunicação sem fio

Além do novo wireless, há projetos que já saíram do papel e estão disponíveis em equipamentos eletrônicos atuais. É o caso do WiDi e do IUM. O primeiro é uma tecnologia desenvolvida pela Intel e está disponível em computadores com a nova linha de processadores  (i3, i5 e i7) compatíveis.  

Chamada de WiDi (Wireless Display), computadores com suporte para a tecnologia podem transmitir áudio e vídeo diretamente para televisores por meio de um adaptador. Já o IUM é um adaptador em forma de pendrive que permite a criação de redes domésticas ou corporativas para o compartilhamento de discos de armazenamento. Sendo assim, se um micro tem 1 TB de espaço, este pode ser compartilhado por todos os micros da rede.

WiDi da Intel.  Imagem: Divulgação.

O caminho até a nova geração wireless parece longo, mas é questão apenas de tempo para que o projeto ainda em estágio preliminar, esteja disponível no mercado. Assim como o Bluetooth, Wi-Fi e 3G, que pareciam coisa de outro mundo tempos atrás e viraram formas de conexão que fazem parte do cotidiano.

Na sua opinião, além de acabar com as gambiarras, qual seria a melhor aplicação do novo wireless? Será que a circulação de ondas em várias frequências pode ser prejudicial? Deixe sua opinião, quem sabe mais uma grande ideia não surge em um comentário?

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