(Fonte da imagem: Comstock Images)

Trabalhar em uma grande empresa de tecnologia, apesar de parecer um sonho distante para muitas pessoas, já faz parte do currículo de muitos brasileiros. Em meio a companhias como Google, Facebook e Twitter, diversos profissionais cujas origens estão em nosso país desempenham papéis de destaque, sendo que suas atuações surtem resultados que podemos sentir diretamente em nosso dia a dia.

Neste artigo, apresentamos mais detalhes sobre as atividades realizadas por três desses executivos: Guilherme Ribenboim (diretor-geral do Twitter no Brasil), Alexandre Hohagen (vice-presidente do Facebook na América Latina) e Fábio Coelho (diretor-geral da Google no Brasil).

O objetivo é traçar um perfil geral do tipo de profissional que é preciso ser para ingressar em um papel de destaque em uma grande empresa de tecnologia. Além disso, explicamos a função desempenhada por cada um deles dentro de suas áreas de atuação. Vale notar que, apesar de os três serem profissionais que se destacam, eles estão longe de serem os únicos brasileiros que representam muito bem nosso país no cenário internacional.

Alexandre Hohagen — Facebook

Cargo: vice-presidente do Facebook na América Latina e responsável pela venda de publicidade direcionada à comunidade latina dos Estados Unidos

Formação: jornalista formado pela ECA-USP, pós-graduado em administração pela FEA-SP, IMD, na Suíça, e pelo IIHR, na Holanda.

Experiências anteriores: responsável pelo setor de comunicação da Dow Química, coordenador da área de Recursos Humanos da Boehringer Ingelheim, diretor de Recursos Humanos, vice-presidente de Publicidade e e-commerce e diretor de Comércio Eletrônico do UOL, gerente geral da HBO Brasil, gerente geral da Google no Brasil.

(Fonte da imagem: Reprodução/Veja SP)

Contando com um currículo invejável, Alexandre Hohagen atualmente desempenha o cargo de vice-presidente do Facebook na América Latina, também cabendo a ele coordenar a venda de publicidade para a comunidade de língua latina dos Estados Unidos. Responsável por estabelecer a empresa oficialmente no Brasil, ele iniciou o processo trabalhando de sua própria casa, ligando para candidatos, falando com clientes e marcando reuniões.

Desde que assumiu o cargo, há dois anos, a empresa testemunhou um grande crescimento, passando de 12 milhões para 67 milhões o número de usuários ativos na rede social. Segundo o executivo afirmou em entrevista ao Estadão, grande parte disso se deve a uma atitude empreendedora na qual não há medo de “botar a mão na massa”.

Hohagen explica que isso “significa não ter problemas de arregaçar as mangas apesar da responsabilidade, não ter problema de ir comprar uma geladeirinha para trazer para o escritório, ou trabalhar de casa, ou passar o dia ligando para candidato, contratar gente, rever currículo”.

Ele se define como um executivo que não tem medo de tomar atitudes ousadas nem de tentar coisas diferentes. “Se olharmos um pouquinho a história mais recente da minha carreira, ela tem muito a ver com isso, montar empresa, fazer coisas diferentes, contratar gente do mercado, poder trazer novos modelos de negócios para a região, para a América Latina”, afirmou ele o Estadão.

Além de ser responsável pelo gerenciamento do Facebook no Brasil, o executivo também atuou como colunista da Folha de S. Paulo entre 2011 e 2012 e é responsável por manter a página “Coluna do Hohagen” na rede social, cuja última atualização data de julho deste ano.

Fábio Coelho — Google

Cargo: diretor-geral da Google no Brasil

Formação: formado em Engenharia Civil, possui MBA em Marketing e Planejamento Estratégico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e conta com um CSS (Certificate of Special Studies em Business Administration) pela Universidade de Harvard.

Experiências anteriores: ex-presidente do IG e da IntelliVentures, fez parte da AT&T Advertising Solution e atuou como vice-presidente de Marketing e Serviços para a BellSouth International.

(Fonte da imagem: Reprodução/BBC News)

Principal executivo da Google no Brasil, Fábio Coelho realizou diversas conquistas durante os quase três anos em que está atuando como diretor-geral da empresa. Além de ter conseguido dobrar o faturamento da companhia e seu número de funcionários no país, ele foi um dos responsáveis por ampliar relações com o setor público e modernizar o escritório que a companhia mantém em São Paulo.

Sob sua gestão, foram estabelecidos mais de 20 canais de comunicação de diferentes órgãos do governo federal no YouTube, além de terem sido criados mais aplicativos voltados ao setor público. Coelho tem o objetivo de ajudar o Brasil a ficar mais conectado digitalmente, o que envolve colocar as plataformas da empresa à disposição do governo para que, através delas, seja possível conectá-lo mais diretamente à sociedade.

Coelho foi protagonista de um dos casos mais polêmicos envolvendo o nome da Google no Brasil. Em setembro de 2012, o executivo foi detido após o Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul decretar que a empresa deveria retirar do ar um vídeo que acusava Alcides Bernal (PP), então candidato a prefeito da cidade de Campo Grande, de ser o responsável por diversos crimes.

O principal objetivo atual do executivo é ajudar a desenvolver o ambiente digital brasileiro como forma de fortalecer empresas e torná-las mais competitivas e eficientes. “Vai chegar um ponto em que a internet vai se tornar a primeira plataforma de engajamento, comunicação e geração de performance para todas as empresas”, explicou ele em uma entrevista à revista Você S/A.

Segundo Coelho, os candidatos que desejam trabalhar na Google precisam gostar de aprender, e saber trabalhar com ambiguidades. Além disso, é preciso que os interessados em uma vaga saibam desempenhar suas funções de forma coletiva e sem a necessidade de supervisão permanente. “E mais uma variável fundamental num ambiente de alto desempenho é a resiliência, que é a capacidade de entender que esse é um trabalho de hoje, de amanhã, de depois e de depois”, explica.

Guilherme Ribenboim — Twitter

Cargo: diretor-geral do Twitter Brasil

Formação: formado em Economia pela PUC-RJ. Possui título de Mestre em Economia pela mesma instituição.

Experiências passadas: ex-CEO da ClickOn (site de compras coletivas), atuou em diversas posições no Yahoo!, empresa na qual ficou durante 12 anos. Chegou ao cargo de vice-presidente da Yahoo! Latin America and US Hispanics.

(Fonte da imagem: Reprodução/Forbes Brasil)

No comando da divisão brasileira do Twitter desde novembro do ano passado, Guilherme Ribenboim chegou com a tarefa de montar o escritório da empresa no país. Missão nada fácil, já que a representação nacional é apenas a terceira a surgir fora dos Estados Unidos (as outras duas se localizam no Reino Unido e no Japão).

O objetivo de Ribenboim é mostrar que o modelo de negócios adotado pelo serviço de microblogs é capaz de gerar as receitas necessárias à manutenção de suas operações tanto em escala local quanto em um âmbito global. Segundo o executivo declarou ao Meio e Mensagem, o principal foco da empresa é gerar experimentação e criar experiências que sejam positivas às marcas que desejam atingir o público através do site.

Para isso, ele conta com o sistema de comunicação única do Twitter, que permite a empresas atingirem seu público-alvo de maneira bastante específica. “Temos várias categorias para o anunciante targetear. Por exemplo, livros e literatura, cinema e televisão, música e rádio e todas as suas subcategorias. São mais de 350 categorias disponíveis”, explica.

Ribenboim deixa claro que o Twitter não é uma ilha, mas sim uma ponte entre companhias e o público que elas desejam alcançar. No entanto, o executivo não descarta o caráter social da plataforma, que, segundo ele, é um ponto vital para a empresa e que deve ser preservado para não entrar em conflito com interesses comerciais.

Ele explica que o sucesso do serviço se baseia em um portfólio de três produtos: contas promovidas, mensagens promovidas e trending topics promovidos. “A gente acredita que, com eles, conseguimos atender de maneira muito clara os objetivos do mercado publicitário. Essa simplicidade vai além da publicidade. A gente escuta que devemos ser simples na interface com o usuário, no nosso approach, na nossa conversa. O objetivo é pensar nisso como parte da nossa cultura”, complementa.

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