No ramo dos negócios e da tecnologia, ganhar o mundo e ser um nome de referência em seu segmento não significa exatamente que você está fazendo rios de dinheiro. Marcas universalmente famosas e amplamente utilizadas, como o Twitter, por exemplo, ainda sofrem para dar retorno aos investidores. Isso também vinha acontecendo com o Airbnb até o primeiro semestre de 2016. Um crescimento de mais de 80% na renda do serviço de aluguéis, no entanto, fez com que a empresa começasse a dar lucro pela primeira vez em sua história.

A informação foi levantada pelo site CNET junto a uma fonte próxima à companhia, que afirmou ainda que, por conta da mudança positiva no caixa, a perspectiva de lucratividade para 2017 é ainda maior. Fundado em 2008 e desde então se expandindo para mais de 34 mil cidades ao redor do planeta, o Airbnb parece ter conseguido se afastar de destinos como o do Vine e de outras microempresas promissoras – mas que falharam miseravelmente ainda em seus primeiros anos – ao escolher um ramo menos disputado e ampliar sua área de atuação.

A possibilidade de se hospedar sem gastar muito é o que conquista os clientes

Enquanto Uber, Lyft e tantos outros serviços de transporte ou carona paga brigam pelo coração e pelo bolso da clientela – seja com ações de marketing ou adotando cortes agressivos de preço –, o Airbnb consegue ficar razoavelmente tranquilo na liderança e abocanhar uma taxa de 9% a 15% de todas as reservas feitas a partir de sua plataforma. Quando se considera que existem mais de 2 milhões de anúncios ativos nesse sistema, dá para imaginar o potencial que um negócio como esse tem, não é?

A empresa também está oferecendo muito mais recursos aos consumidores

Além disso, para fazer valer a aplicação de US$ 3,1 bilhões (R$ 9,7 bilhões) por investidores da companhia nos últimos anos e atingir seu valor estimado de US$ 30 bilhões (R$ 94,3 bilhões), a empresa também está oferecendo muito mais recursos aos consumidores, criando uma espécie de solução integrada para viagens. Nesse sentido, o Airbnb já consegue, por conta ou através de outras plataformas do grupo, dar suporte a excursões em grupo e, futuramente, fazer reservas de restaurantes ou facilitar pagamentos com um sistema próprio.

Acertando as contas

De acordo com a fonte responsável por esses dados, a marca deve continuar a investir no mercado e comprar participação em outras empresas e startups que possam trazer bons recursos aos seus negócios. Porém, isso tudo deve ser feito de forma reservada por um tempo. Isso porque, ainda que haja rumores sobre uma possível abertura de capital da companhia, a ideia é que todos os problemas legais e regulatórios nos EUA sejam resolvidos antes de uma oferta de ações na bolsa norte-americana.

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