Embora muitos vejam o Slack como uma iniciativa capaz de matar os emails tradicionais, um de seus cofundadores não parece concordar com a ideia. Segundo Stewart Butterfield, mensagens do tipo simplesmente não vão sumir, visto que elas são como uma espécie de “barata da internet” em termos de resistência.

Durante a conferência Web Summit, na Irlanda, ele explicou como o Slack surgiu a partir de uma tentativa falha de criar um game eletrônico. Lançado em 2013, o serviço é uma ferramenta colaborativa de mensagens que permite que trabalhadores da mesma empresa conversem em grupo, trabalhem juntos em projetos e façam pesquisas em correspondências do passado.

Atualmente, a solução conta com 1 milhão de usuários ativos por dia, o que fez com que a companhia responsável fosse avaliada em US$ 2,8 bilhões. “Os emails têm muitos benefícios como o menor denominador comum para comunicações oficiais”, afirmou Butterfield, que disse que mensagens do tipo “são terríveis para comunicações internas”.

Sobrevida de 30 a 40 anos

Segundo ele, ferramentas como o Slack permitem que novos funcionários tenham acesso imediato a todas as comunicações de uma companhia, o que facilita muito o aprendizado de tarefas e rotinas. Apesar das vantagens do sistema, o executivo admite que ele não substitui totalmente os emails, que ainda devem estar vivos por “30 ou 40 anos”.

Atualmente, o serviço se foca na comunicação interna de negócios e está expandindo suas atividades para permitir a conversa com clientes. No entanto, uma versão para consumidores comuns ainda não faz parte dos planos da empresa, embora Butterfield não descarte que um dia essa ideia possa virar realidade.

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