(Fonte da imagem: Reprodução/Albert Sabin)

Todos nós sabemos que a educação brasileira está um pouco longe de ser, digamos, uma Brastemp. Quando começamos a falar de tecnologias educacionais e computação na sala de aula, a situação parece piorar ainda mais. Mas, se por um lado os órgãos públicos se mostram incapazes de acompanhar as últimas tendências em ensino, algumas iniciativas privadas conseguem dar certo fôlego para as escolas nacionais e trazer um pouco de inovação tecnológica para os alunos brasileiros.

De fato, diversas universidades e colégios particulares já adotam equipamentos de última geração para tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico e menos monótono. Tablets, notebooks, eBooks, mesas, lousas digitais e complexos softwares de gestão já fazem parte da vida diária de vários brasileiros, ainda que em uma frequência menor do que em países tecnologicamente mais avançados.

O TecMundo resolveu selecionar alguns institutos que adotam formatos inovadores de ensino ao redor de todo o Brasil e explicar um pouco mais sobre cada um deles. Conheça-os um pouco mais e não deixe de emitir sua opinião quanto suas infraestruturas através do campo destinado aos comentários.

(Fonte da imagem: Reprodução/Diplomata FM)

WiFi abundante e arte digital

Localizado na região central de São Paulo, o Colégio Bandeirantes impressiona qualquer um por conta de sua preocupação em acompanhar as últimas tendências e inovações tecnológicas. A instituição de ensino disponibiliza WiFi gratuito em toda a extensão de seu prédio, possibilitando que alunos, professores, funcionários e visitantes se conectem facilmente à internet.

Não contente, o Bandeirantes tem o costume de organizar mostras internas de arte digital, instalando monitores LCD em pontos estratégicos do edifício. A escola também possui cerca de 100 tablets disponíveis para estudantes e educadores (iPads e Motorola Xooms), além de promover oficinas periódicas que incentivam o uso criativo dessas ferramentas tecnológicas. Óbvio, não poderíamos deixar de citar os clássicos laptops e os laboratórios multimídia dotados de projetores, PCs e multifuncionais de ponta — tudo conectado através do protocolo TRS, permitindo que o professor intervenha remotamente no equipamento de algum aluno.

Alunos, professores e visitantes podem usufruir de WiFi gratuito em todo o prédio do Colégio Bandeirantes (Fonte da imagem: Reprodução/Colégio Bandeirantes)

Nada de riscar as mesas

Já o Colégio Marista Dom Silvério, MG, encontrou uma maneira interessante de melhorar a produtividade dos alunos e se ver livre de carteiras escolares rabiscadas. Há oito meses, a instituição adquiriu dezenas de mesas computadorizadas que mais se assemelham a um grande notebook, possibilitando que os estudantes acompanhem os conteúdos digitais repassados pelo professor. As carteiras são dotadas de teclados e de pequenas esferas de rolagem que atuam como mouses.

Os equipamentos compõem a “Sala Mentes Criativas”, utilizadas por alunos do ensino fundamental em projetos e trabalhos especiais. A tecnologia foi desenvolvida e instalada pela Oppitz, uma companhia nacional bastante consagrada no ramo de computação educacional. Além das carteiras-notebooks, o Marista Dom Silvério também se destaca por seu laboratório de robótica, sua sala de videoconferências e seu centro de produção multimídia (composto por estúdios de gravação e ilhas de edição profissionais).

Carteiras computadorizadas compõem a "Sala Mentes Criativas" (Fonte da imagem: Reprodução/Oppitz)

Aulas via streaming

Listas de chamada são coisas do passado. Na Faculdade Sumaré, SP, os estudantes registram suas presenças através de um leitor biométrico (algo parecido com as clássicas máquinas de ponto). Já na sala de aula, saem os cadernos e entram os notebooks, que podem ser conectados à internet através da rede de fibra óptica. No lugar dos quadros-negros, temos painéis LCD e canetas sensitivas. Precisa faltar? Sem problemas: todas as lições são transmitidas em tempo real (streaming) e gravadas em alta definição para que os alunos faltosos não percam matérias.

Como se não bastasse, a Faculdade Sumaré recentemente passou a distribuir todo o material didático dos cursos em formato digital. Dessa forma, cada calouro recebe gratuitamente um tablet que deverá ser devolvido ao final do curso, podendo utilizá-lo livremente durante toda a grade educacional.

Leitores biométricos atuam como uma maneira mais rápida e confiável de registrar presenças (Fonte da imagem: Reprodução/AIX Sistemas)

Livros físicos são coisas do passado

Mas a Faculdade Sumaré não é a única instituição de ensino que resolveu parar de gastar papel. A Faculdade Trevisan (RJ e SP), por exemplo, já transformou os notebooks em um material indispensável para o acompanhamento das aulas, chegando até mesmo a barrar alunos que não estejam portando algum tipo de equipamento eletrônico que facilite o registro de informações.

Destaca-se também o Colégio Villa Lobos, SP, que engloba desde a educação primária até o ensino médio. A instituição utiliza lousas interativas, tablets e smartphones, tudo integrado através de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (software de gestão que auxilia na administração e no acompanhamento de cursos variados). Todas as instalações do Colégio Villa Lobos também são de autoria da Oppitz.

Lousas interativas estão cada vez mais comuns (Fonte da imagem: Reprodução/HetchTech)

Infraestrutura a nível internacional

E fica difícil fazer uma lista como esta sem citar a Axis e a SAGA, duas famosas escolas técnicas no campo de arte digital e desenvolvimento de games. Enquanto a primeira conta com equipamentos de ponta e diversos estúdios para criação de conteúdos multimídia, a segunda impressiona por conta de suas instalações arrojadas e com design inovador. Ao todo, a rede SAGA já conta com oito unidades espalhadas ao redor do país (Belo Horizonte, Recife, Lapa, Guarulhos, Santo Amaro, Tatuapé, Brasília e Salvador), cada uma repleta de computadores de última geração e laboratórios de modelagem tridimensional.

A Axis, por sua vez, só conta com uma unidade em funcionamento (Santo Amaro), mas é dotada de uma infraestrutura baseada nos mais altos padrões internacionais. A instalação conta com cinco laboratórios de informática e um espaço de convivência “decorado” com fliperamas, video games, televisores de alta definição e outros equipamentos de entretenimento.

Instalações da SAGA impressionam pelo design arrojado e futurista (Fonte da imagem: Divulgação/SAGA)

E nas escolas públicas?

Como dissemos no início desta matéria, as escolas públicas ainda sofrem com certa deficiência de recursos tecnológicos dentro de suas salas de aula, embora algumas instituições privadas tentem mudar este cenário. É o caso, por exemplo, da One Laptop Per Children (OLPC), uma ONG norte-americana que desenvolve aparelhos eletrônicos mais acessíveis para países em desenvolvimento. A instituição atua em diversas localidades ao redor do mundo e já doou cerca de 2,6 mil laptops de baixo custo (modelo XO) para o Ministério da Educação, que os utilizou em um projeto-piloto UCA (Um Computador por Aluno, programa que beneficiou 300 escolas públicas com laboratórios de computação).

Atualmente, a maior parte dos colégios do Brasil usa computadores tradicionais ou notebooks Classmate, produzidos e distribuídos pela Intel. Eles oferecem um custo-benefício bem melhor do que os laptops XOs, que já se mostram obsoletos e ultrapassados. A tendência para o futuro, contudo, é substituir os notebooks por tablets, que são bem mais versáteis e fáceis de utilizar (principalmente para o ensino primário).

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