Em uma pesquisa publicada no livro “Cerebral Cortex” (ainda sem edição no Brasil), as professoras Denise Manahan-Vaughan e Anne Kemp apresentaram ambientes em telas para ratos e observaram que, mesmo sem a interação real com o local, alterações de longa duração entre as comunicações de células nervosas no cérebro foram percebidas no hipocampo – o que é uma formação de memória de longo termo.

“Esses resultados nos ajudam a entender a forma com que educação por meios digitais competem com o aprendizado com imersão em um ambiente físico”, diz Manahan-Vaughan.

Um dos processos mais importantes para o aprendizado é a variação nas células nervosas entre Potenciação de Longa Duração (LTP, na sigla em inglês) e Depressão de Longa Duração (LTD, na sigla em inglês). No experimento, foi constatado que a LTD foi conseguida quando os ratos exploraram um ambiente ativamente. Ao serem apresentados a uma imagem digital do mesmo ambiente, a mesma reação foi percebida.

Apesar da descoberta colocar a televisão e os video games em patamares semelhantes aos da escola no processo de aprendizado, a professora Manahan-Vaughan alerta que os professores, principalmente de crianças no início da fase de aprendizado, estão preocupados com o aumento no déficit de atenção a cada nova geração de estudantes. Isso pode estar ligado às mídias digitais com alta velocidade nas imagens, como no caso estudado por pesquisadores da Virginia, ligando o desenho Bob Esponja ao aparecimento de crianças com déficit de atenção (ADD).

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