Você já ouviu falar da Quarta Revolução Industrial? Estamos passando por ela neste exato momento e esse contexto histórico e econômico, aliado a outros fatores sociais, pode tirar do planeta cerca de 5 milhões de empregos até o ano de 2020. Esse é o maior desafio dessa mudança que dá continuidade a um desenvolvimento industrial iniciado no fim do século 18 com a primeira revolução industrial, que alterou completamente a maneira como o ser humano trabalha.

Esse receio assola trabalhadores do mundo inteiro desde outras revoluções industriais, nos séculos 19 e 20. Meios de produção foram alterados e muita coisa mudou de lá para cá, mesmo com o homem sempre dando um jeito de se adaptar às novas tecnologias para manter seus empregos. Mas não pense que é apenas você quem acha que vamos ficar sem trabalho. Elon Musk, o gênio por trás da Tesla e da SpaceX, também acha que o ser humano vai perder sua função para a tecnologia muito em breve.

(R)Evolução?

A Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0, termo cunhado pelo governo alemão, trata da informatização da manufatura, incluindo a automação de processos, a troca de dados e a inserção de sistemas ciber-físicos nos meios de trabalho. Como em muitas obras de ficção científica, fica aquele medo clássico: será que os “robôs” vão realmente roubar nossos empregos?

Cerca de 5 milhões de postos de trabalho nas 15 maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento devem desaparecer nos próximos 4 ou 5 anos

Segundo um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial, sim. A pesquisa chamada “Future of Jobs”, ou “O Futuro dos Empregos”, calcula que cerca de 5 milhões de postos de trabalho nas 15 maiores economias desenvolvidas e em desenvolvimento devem desaparecer nos próximos 4 ou 5 anos, sendo substituídos por dispositivos tecnológicos de todos os tipos. Os principais campos que vão causar esse efeito são o núcleo de desenvolvimento da Quarta Revolução Industrial: robótica, nanotecnologia, impressão em 3D, inteligência artificial, biotecnologia, entre outros.

Economia em crise

A pesquisa realizada pelo FEM representa mais de 13 milhões de empregos em nove diferentes áreas e 15 economias mundiais. A ideia é ajudar a entender essas mudanças iminentes e evitar um colapso no mercado de trabalho mundial, indicando diretrizes que as empresas devem tomar para evitar uma quebra na economia causada pelas altas taxas de desemprego.

A pesquisa mostra que a mudança de cargos e perícias nos próximos anos vai afetar todas as indústrias e regiões geográficas

Segundo o FEM apurou, grande parte do mercado acredita que a chave para evitar problemas a longo prazo é investir nas habilidades de funcionários em vez de contratar trabalhadores por curtos períodos. A pesquisa mostra que a mudança de cargos e perícias nos próximos anos vai afetar todas as indústrias e regiões geográficas. Um dos segredos é o investimento em áreas específicas que ainda dependam de pessoas e podem ter um crescimento no oferecimento de vagas.

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