Um estudo publicado pelo professor Douglas Schmidt, da Vanderbilt University, vem causando certo barulho na indústria de tecnologia. Chamado de “Google Data Collection” (Coleta de dados da Google), a pesquisa acusa a Google de receber 10 vezes mais dados por meio de um smartphone Android ocioso do que a Apple recolhe de iPhones, o que representa 40 vezes por hora. A publicação vem em um péssimo momento para a companhia de Mountain View, que recentemente admitiu rastrear usuários com a localização desligada.
Segundo o levantamento, um aparelho Android rodando o Chrome em segundo plano comunicou mais de 900 amostras de dados para vários pontos de extremidade do servidor da Google. Desse total, aproximadamente 35% (ou 14 por hora) são relacionados a localização. Os domínios de anúncios ficaram com apenas 3% do tráfego, o que se deve principalmente ao fato de o navegador para dispositivos móveis não ter sido usado ativamente durante o período de coleta.
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Os 62% restantes das conexões foram divididas entre solicitações para Play Store, uploads relatórios de falhas e autorização de dispositivos e outras informações sobre serviços, como chamadas de fundo e atualizações. Isso tudo acontece para a empresa descobrir seus interesses. No conteúdo trocado, a Google verifica suas coordenadas de localização em intervalos de tempo diferentes, para determinar se você está andando, correndo, pegando um ônibus, andando de bicicleta ou voando de avião.
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Em termos de envio de dados de localização, os números são cerca de 50 vezes mais o que um iPhone rodando Safari manda para a Google, pois o browser só se comunica com a companhia de Mountain View quando o usuário está usando o telefone. De acordo com o relatório, os dispositivos Android enviaram 4.4 MB de dados para os servidores, seis vezes mais que a quantidade encaminhada pelos iPhones para a Google.
O que dizem a Google e a Apple
Como a própria Google admitiu, ela continua coletando dados mesmo quando o “Histórico de localização” está desligado. Segundo a empresa, essas informações são usadas para segmentação de anúncios, que continua sendo o principal modelo de negócios da empresa. Como essa prática vem sendo questionada e até mesmo levou a uma ação coletiva, com usuários alegando quebra de privacidade, o assunto deve continuar sendo discutido.
Já a Apple usa privacidade diferenciada para coletar dados de uso anônimo de iPhones, iPads e Macs, permitindo que ela faça um apanhado de um grande número de usuários sem comprometer especificamente as particularidades de nenhum indivíduo. A Maçã diz que as informações são usadas para melhorar serviços da Siri e para ajudar a identificar sites problemáticos que usam muita energia ou muita memória no Safari — mas esses dados seriam randomizados antes de serem enviados dos dispositivos, para que seus servidores nunca identifiquem os perfis.
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