A Motorola confirmou hoje (02) através do Twitter que não fará mais nenhum lançamento de smartphones da linha Moto Z neste ano. Isso foi, na verdade, uma resposta da empresa a um fã que queria saber sobre a possibilidade de um Moto Z3 Force ainda para 2018. Dessa maneira, podemos assumir que a fabricante não terá nenhum top de linha capaz de concorrer com os principais aparelhos do mercado.

Não há como imaginar que a Motorola não teve tempo para trabalhar com o chip mais novo. A empresa escolheu deliberadamente ficar com o antigo

Isso porque o Moto Z3 anunciado oficialmente hoje pela empresa em um evento em Chicago, EUA, chegará às prateleiras trazendo um chipset Snapdragon 835 em vez do 845 presente em praticamente todos os top de linha lançados em 2018. O novo processador da Qualcomm é significativamente mais rápido do que o modelo da geração passada e vem sendo colocado em aparelhos desde o início deste ano. Por isso, não há como imaginar que a Motorola não teve tempo para trabalhar com o chip mais novo. A empresa escolheu deliberadamente ficar com o antigo.

Isso tem seu lado positivo, que é o preço do smartphone, e também o negativo, que tem a ver com o desempenho. Um usuário comum não deve perceber muita diferença no uso cotidiano, uma vez que o Snapdragon 835 ainda é um excelente chipset, mas quem pesquisar antes de comprar, comparar especificações ou mesmo ver análises do Moto Z3 na imprensa certamente vai torcer o nariz.

Nos EUA, o Moto Z3 com Snapdragon 835 e 4 GB de RAM será vendido por US$ 480 (R$ 1,8 mil) nas lojas da operadora Verizon, enquanto um modelo consideravelmente superior, o OnePlus 6 — Snapdragon 845 e 6 GB de RAM —, custa US$ 529 (R$ 2 mil) por lá. O aparelho da Motorola também não tem nenhum recurso de destaque a não ser a compatibilidade com um Moto Snap capaz de se conectar à rede 5G da Verizon em três ou quatro cidades. Para piorar a situação, esse acessório só chegará ao mercado em 2019.

Seja como for, com a confirmação de hoje, ficou bem claro que a Motorola não está disposta a competir no topo da tabela neste ano. Será que a empresa mudou seu pensamento sobre o mercado de tops de linha? Deixe sua opinião na seção de comentários.