Tirar o novo iPhone do papel e produzi-lo a tempo do seu lançamento – supostamente programado para meados de setembro – tem se mostrando um desafio de tanto para a Apple e seus parceiros. Além de o iPhone 8 teoricamente ser mais um aparelho a falhar na implementação do sensor biométrico integrado à tela em 2017, seu formato diferenciado pode estar acabando com o suprimento de painéis OLED da Empresa da Maçã.

A informação vem de ninguém menos que Luo Zhongsheng, vice-presidente da Foxconn, que foi à Weibo para externar sua frustração e dizer que os consumidores teriam que pagar mais pelo aparelho por conta do desperdício de material. Antes que a postagem na rede social chinesa fosse apagada – poucas horas depois de sua publicação –, o executivo tinha dito que um corte especial exigido pelo celular faz com que 40% das unidades do display apresentem defeito e sejam descartadas.

Quem mandou ser diferentão, né?

Trata-se de uma taxa de rejeição atípica na indústria e que realmente pode resultar tanto em um aumento considerável no preço do gadget quanto atrasos substanciais na entrega do produto. Até aí, azar da Apple, que pode deixar uma janela perfeita para que a Samsung faça o que bem entender com seu vindouro Galaxy Note 8. Porém, qual seria a grande dificuldade em adaptar as telas OLED para o design do novo iPhone? Aparentemente, o recuo no topo do aparelho, que teoricamente concentra alto-falante, sensores e câmera frontal.

Claro que essa é uma especulação em cima do visual do aparelho que conhecemos até agora via rumores e vazamentos, mas a ideia faz bastante sentido, principalmente se o espaço for utilizado para abrigar um novo sistema de biometria do iPhone 8 – supostamente baseado no reconhecimento facial do usuário. Por falar em boatos, mesmo antes da postagem do VP da Foxconn, muita gente já previa que o novo smartphone da Apple custe entre US$ 1.000 (R$ 3.135) e US$ 1.200 (R$ 3.762). Será que ele pode acabar ficando ainda mais caro que isso?

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