Recentemente, a Dell – considerada este ano a melhor empresa para se trabalhar no Rio Grande do Sul, segundo o Instituto Great Place to Work – realizou um evento para divulgar seu panorama de crescimento em 2014 e suas intenções para o próximo ano. Além disso, a empresa revelou os resultados da segunda edição do estudo Global Evolving Workforce.

A análise foi feita em parceria com a Intel e visa identificar as atuais e futuras tendências que afetam as diversas formas de trabalho, bem como o papel que a tecnologia representa sobre essa evolução. Para a pesquisa foram entrevistados quase 5 mil profissionais de pequenas, médias e grandes empresas de 12 países, incluindo o Brasil, com 501 participantes.

O poder do home office

Uma das descobertas mais interessantes no território nacional é que 56% dos funcionários afirmam trabalhar, ao menos às vezes, da própria casa. Todavia, nos países emergentes, a taxa é de 68%, e acima dos 31% nos mercados desenvolvidos. É possível observar que o Brasil continua atrás nesse quesito, mas a tendência parece crescer.

Outro dado que chama a atenção é que três quartos (75%) dos entrevistados brasileiros costumam checar emails corporativo fora do horário de trabalho, enquanto 59% realizam chamadas telefônicas profissionais após o expediente.

“Esse estudo confirma a percepção de que o brasileiro é um profissional bastante conectado ao trabalho e que valoriza a flexibilidade de horário e local para executar suas tarefas”, afirma Luis Gonçalves, presidente da Dell no Brasil.

Empresa e lar se mesclam

Marcelo Medeiros, diretor-executivo da Dell, informa que a tecnologia está cada vez mais enraizada no setor pessoal e no profissional, criando assim um novo ambiente compartilhado. “A vida pessoal e o trabalho se mesclam cada vez mais”, diz Medeiros.

Está se tornando comum as pessoas levarem os dispositivos domésticos para o trabalho ou o contrário. Esse fenômeno é conhecido como BYOD – Bring Your Own Device (Traga Seu Próprio Dispositivo). No país, 55% dos funcionários usam equipamentos pessoais para trabalhar e 56% acessam a rede corporativa a partir deles.

Ao permitir que os profissionais levem seus próprios aparelhos para o trabalho, isso reduz a pressão dos gestores de TI em relação a fornecer as tecnologias que os colaboradores esperam na atualidade e no futuro.

Um fato alarmante é que os departamentos responsáveis pela infraestrutura tecnológica das empresas nem sempre se dão conta disso, o que pode acarretar em falhas de segurança e vazamentos de dados privados. Enquanto 54% das companhias do mundo permitem que os empregados utilizem equipamentos pessoais no trabalho, apenas 27% delas fornecem algum tipo de segurança para esses dispositivos.

O desktop comanda

Foi constatado no Global Evolving Workforce que o equipamento favorito no ambiente corporativo é o desktop. Por aqui, 83% dos funcionários disseram utilizar essa plataforma para o trabalho, sendo que 51% combinam esse modelo com outros aparelhos. Em segundo lugar na lista dos mais usados está o laptop (37%), seguido de perto pelo smartphone (31%). Já os tablets e os equipamentos 2 em 1 são usados, respectivamente, por 16% e 17%.

O tablet vai substituir o notebook?

Segundo 80% dos entrevistados, sim. A maioria acredita que, em algum momento, o tablet conseguirá sobrepujar os notebooks. Já 42% creem que o futuro da tecnologia será a biometria, sendo utilizada como o principal método para realizar o acesso às empresas, substituindo senhas e crachás.

Em relação ao equilíbrio entre a tecnologia e as pessoas, 55% dos brasileiros defendem que os recursos tecnológicos são bons, porém algumas coisas precisam ser feitas por humanos. Além disso, 37% dos entrevistados disseram que os avanços nesse ramo estão crescendo mais rápido do que podemos lidar.

Embora 20% daqueles que responderam ao questionário afirmem que a tecnologia reduziu a importância das pessoas, 39% defendem que seu desenvolvimento é essencial para melhorar a vida de todos e 29% consideram que a maioria dos problemas pode ser resolvida com ela.

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