(Fonte da imagem: Reprodução/DanWatch)

Uma empresa de defesa dos direitos humanos com base na Dinamarca divulgou um relatório que mostra irregularidades bem complicadas em algumas empresas chinesas. As denúncias do DanWatch são relacionadas a duas fábricas que ficam nas regiões de Guangdong e Jiangsu, ambas acusadas de empregarem jovens com idade inferior à permitida pela legislação do país asiático.

Segundo o relatório, muitos dos jovens eram submetidos a abusos verbais por parte de seus supervisores — incluindo ofensas pessoais e ameaças —, além de serem obrigados a trabalhar por 74 horas semanais. A mesma fonte dinamarquesa ainda mostra qual é a principal empresa abastecida pelos componentes fabricados nas duas fábricas chinesas já mencionadas: a Dell.

Isso mesmo, estamos falando de uma das maiores fabricantes de computadores de todo o mundo, que é dona de um verdadeiro império da tecnologia nos Estados Unidos — atuando em quase todo o mundo. Várias outras empresas foram investigadas, mas o foco do DanWatch era a Dell por uma razão bem clara:  a companhia é a principal fornecedora de equipamentos eletrônicos para o governo dinamarquês.

A dura rotina na fábrica

Em nota oficial, o DanWatch afirma: “Nossa pesquisa mostra que as condições nas fornecedoras da Dell violam convenções da Organização Internacional do Trabalho e leis trabalhistas da China, assim como a política da própria Dell”. Os trabalhadores, muitos deles jovens abaixo dos 18 anos, eram expostos a materiais tóxicos e ainda precisavam conviver com algumas condições bem complicadas.

(Fonte da imagem: Reprodução/DanWatch)

Como muitos dos jovens que trabalham nas fábricas são moradores de regiões afastadas, eles precisam se alojar em dormitórios das próprias fábricas. Com isso, acabam sendo forçados a trabalhar em jornadas-extra que podem ir das 48 às 136 horas mensais. Nesses dormitórios, são obrigados a dividir banheiros com mais de 50 outros trabalhadores e chuveiros com até 90 deles.

A resposta da Dell

Como o próprio DanWatch afirma, a Dell possui políticas que são severamente contra a utilização de mão de obra forçada na produção de seus aparelhos. E em uma nota oficial publicada recentemente a empresa norte-americana revela que pretende fiscalizar de perto todas as denúncias que foram levantadas recentemente.

No texto, Trisa Thompsom (vice-presidente de Responsabilidade Corporativa) diz: “Nós vamos conduzir uma auditoria para verificar todos esses sérios problemas antes de tomarmos qualquer decisão”. Ela também afirma que a Dell não aprova esse tipo de comando em suas equipes. Ainda não foram reveladas datas para o início das investigações.

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