Há quem tema o aperfeiçoamento da Inteligência Artificial − AI, da sigla em inglês. Alguns, como o gênio Stephen Hawking, defendem que o aprimoramento da tecnologia pode ocasionar em uma catástrofe, principalmente quando aliado a propósitos bélicos.

Na contramão dessa ideologia pessimista, uma equipe de cientistas criou um programa com inteligência artificial que é capaz de analisar documentos jurídicos e de julgar cada caso de acordo com a legislação. Utilizaram para isso cerca de 600 casos que passaram pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos − European Court of Human Rights (ECHR).

O programa foi capaz de prever o julgamento final do tribunal com 79% de precisão. Para isso, o programa estabeleceu alguns padrões baseados em critérios, como a condição das prisões e o tempo em que o indivíduo tinha ficado preso — sendo capaz até mesmo de decidir se o caso daria em uma absolvição. Os detalhes constam em um artigo publicado pelo jornal inglês PeerJ Computer Scienc.

Apesar dos seus criadores acreditarem que a inteligência artificial ainda não seja capaz de substituir os humanos nos julgamentos, o resultado foi extraordinário.

E você caro leitor, acredita que futuramente, com um maior aperfeiçoamento da AI, os juízes e advogados poderão ser substituídos por robôs dotados de inteligência e carregados de algoritmos capazes de tomar as decisões com maior justiça?

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